Informação para você ler, ouvir, assistir, dialogar e compartilhar!
Tenha acesso ilimitado
por R$0,30/dia!
(no plano anual de R$ 99,90)
R$ 0,30/DIA ASSINAR
No plano anual de R$ 99,90

A persistência do impacto da pandemia

Para alguns segmentos da economia, 2021 deve ser mais um ano de resultados negativos

Notas & Informações, O Estado de S.Paulo

21 de maio de 2021 | 03h00

Este ano está sendo menos ruim do que 2020, mas, para alguns segmentos da economia, crescer e voltar a ter ganhos para acelerar a expansão de suas atividades ainda significa pouco mais do que esperança. Sobreviver à crise continua sendo a meta central. As perdas foram pesadas no ano passado para os segmentos do comércio e dos serviços mais afetados pela pandemia e pelas medidas de restrição que ela impôs a todos – pessoas, empresas, governos. Para alguns, 2021 deve ser mais um ano de resultados negativos.

Levantamento da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) contabilizou perdas de R$ 225,7 bilhões nos setores de turismo, serviços, comércio de veículos e varejo não essencial em todo o País. Segundo a FecomercioSP, esse valor é mais do que países como Sérvia e Tunísia produzem em um ano.

O faturamento do turismo diminuiu R$ 52,1 bilhões entre 2019 e 2020. A quebra foi de 38,1%. Foi um dos piores resultados da história. Em valor, a perda mais notável foi a do setor de serviços, cujo faturamento caiu 11,7%, o equivalente a uma redução de quase R$ 100 bilhões entre 2019 e 2020.

Alguns segmentos do comércio e de serviços alcançaram resultado positivo no ano passado. É o caso do varejo em geral, que registrou aumento de 4,8%, ou cerca de R$ 83 bilhões. O resultado foi puxado pelas atividades consideradas essenciais, como supermercados, farmácias, lojas de materiais de construção e postos de combustíveis. O faturamento conjunto desses segmentos aumentou 8,2% em relação ao de 2019, o equivalente a R$ 115,7 bilhões.

A FecomercioSP atribui esse aumento ao auxílio emergencial, que beneficiou as famílias de baixa renda no ano passado e voltou a ser pago, com novos critérios e com valor mais baixo, em abril deste ano. Boa parte desses recursos foi direcionada para o consumo de bens essenciais.

Mas parte do comércio, como concessionárias de veículos e varejo não essencial, bem como serviços, talvez não consiga evitar perdas também neste ano, ainda que outros segmentos da economia estejam retomando o crescimento – que será lento.

O faturamento do turismo em março, por exemplo, foi 17,6% menor do que o de um ano antes. A projeção para o ano é de redução de 5%.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.