A política de longo prazo da Petrobrás

A Petrobrás registrou lucro líquido de R$ 9,1 bilhões entre julho e setembro e de R$ 32 bilhões nos primeiros nove meses do ano

O Estado de S.Paulo

26 de outubro de 2019 | 04h00

A recuperação da Petrobrás não perdeu ritmo no terceiro trimestre de 2019, permitindo tanto o fortalecimento dos resultados financeiros como novos avanços no que tange à eficiência e à redução do endividamento. O objetivo de criar valor para os acionistas, a começar da controladora (a União) –, exibido no preço das ações negociadas em Bolsa, está sendo cumprido, enfatiza o presidente da companhia, Roberto Castello Branco. Juros sobre o capital próprio voltam a ser pagos a titulares de ações ordinárias e preferenciais.

A Petrobrás registrou lucro líquido de R$ 9,1 bilhões entre julho e setembro e de R$ 32 bilhões nos primeiros nove meses do ano. O valor de mercado da empresa (market capitalization, medido pelo número de ações multiplicado pelas cotações em Bolsa) ainda é inferior ao de suas congêneres globais, mas segue crescendo. Isso se deve a políticas claras de melhoria da eficiência e da governança da empresa, iniciadas há três anos na gestão Pedro Parente, no governo Michel Temer, e mantidas depois disso.

Um dos maiores obstáculos da estatal, representado pelo endividamento, aos poucos vai sendo enfrentado. A Petrobrás tinha em 30 de setembro deste ano uma dívida líquida de US$ 89,9 bilhões, em queda de 11% relativamente aos US$ 101 bilhões de junho de 2019.

A estatal segue uma política voltada para o longo prazo. Os objetivos fixados se assemelham aos de uma companhia privada. Por exemplo, ante os riscos de perda de relevância do petróleo no futuro, a empresa procura não só aumentar, mas priorizar a rapidez na extração do bruto. A produção de óleo e gás atingiu o nível recorde de 3 milhões de barris/dia em agosto e continuará subindo, segundo se espera.

A baixa das cotações do óleo bruto no mercado global provocou redução das receitas líquidas da empresa, mas não impediu que o fluxo de caixa operacional registrasse recorde histórico. Programas de demissão voluntária estão em curso e prédios são desocupados no País e no exterior.

Os ajustes internos são acompanhados de amplo programa de venda de ativos, como a rede de gasodutos TAG, no segundo trimestre, e a BR Distribuidora, no terceiro trimestre. Prevê-se, agora, a venda da Liquigás e de refinarias.

Afinal, o êxito da exploração dos campos do pré-sal tem sido decisivo para a recuperação da empresa.

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