A rápida recuperação da China

A China deve contribuir para que o impacto da pandemia sobre a economia mundial seja menos forte do que o previsto

Notas & Informações, O Estado de S. Paulo

27 de outubro de 2020 | 03h00

A despeito de ser lenta para os padrões dos últimos anos e inferior à expectativa de analistas do mercado financeiro, é notável a recuperação apresentada pela economia da China após o controle dos efeitos da pandemia do coronavírus. Enquanto as principais economias e, em geral, o resto do mundo ainda adotam medidas rigorosas para conter a propagação da covid-19 – alguns países se veem forçados a retomar providências que haviam sido aliviadas há pouco –, a China mostra uma rápida recuperação.

As duras medidas impostas pelas autoridades de Pequim para controlar a crise sanitária tiveram êxito e, assim, propiciaram a rápida retomada das atividades sociais e econômicas. Os resultados já são visíveis. De acordo com o Gabinete Nacional de Estatísticas, o Produto Interno Bruto (PIB) chinês cresceu 4,9% no trimestre julho-setembro na comparação com igual período de 2019.

Analistas esperavam mais, algo como 5,5%, mas o resultado é próximo do desempenho que a economia chinesa apresentava antes da pandemia (crescimento de 6% ao ano). É um caso único entre as principais economias mundiais. Muitas dessas economias já conseguiram sair do fundo do poço em que mergulharam no início da pandemia, mais ainda estão longe dos níveis de desempenho observados antes da crise sanitária.

Desse modo, a China deve contribuir para que o impacto da pandemia sobre a economia mundial seja menos forte do que o previsto inicialmente. A economia chinesa deve responder por pelo menos 30% do crescimento mundial, avalia uma autoridade de Pequim.

 É forte e crescente a presença de produtos chineses na vida das pessoas em todo o mundo. A lista vai de produtos eletrônicos para o consumidor e equipamentos de proteção pessoal, cuja demanda explodiu durante a pandemia, a bens de alta tecnologia para diferentes áreas.

A China é, também, grande importadora de produtos como minério de ferro, do qual o Brasil é o grande fornecedor, além de alimentos, como milho e carne suína, também comprados do Brasil (os Estados Unidos são igualmente grandes fornecedores de carne suína para o mercado chinês). Há anos a China é o principal destino dos produtos exportados pelo Brasil, daí a importância do desempenho de sua economia para a economia brasileira.

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