A recuperação dos investimentos em São Paulo

Mas, além de concentrada, a recuperação é lenta e o volume total é baixo se comparado com os resultados anteriores

Notas & Informações, O Estado de S.Paulo

01 de dezembro de 2020 | 03h00

É pela construção civil que os investimentos produtivos, fortemente comprimidos no primeiro semestre do ano, começam a crescer no Estado de São Paulo. Mas, além de muito concentrada, a recuperação é lenta e o volume total ainda é baixo se comparado com os resultados dos períodos imediatamente anteriores. E a retomada não parece ter alcançado setores que, historicamente, vinham dando maior vigor ao crescimento da economia paulista, como os investimentos em infraestrutura e na indústria.

Mas a retomada – aferida pela Pesquisa de Investimentos Anunciados no Estado de São Paulo (Piesp), da Fundação Seade – pode ser um sinal de que, como mostram outros indicadores econômicos, o pior da crise decorrente da pandemia de covid-19 começa a ser superado também no caso dos investimentos produtivos em São Paulo.

O gráfico apresentado pelo estudo da Fundação Seade mostra com grande nitidez o forte impacto negativo da pandemia sobre os investimentos produtivos no Estado de São Paulo.

No caso dos investimentos em infraestrutura, que há tempos vinham liderando as aplicações produtivas no Estado, a queda era observada desde o primeiro trimestre do ano, isto é, praticamente antes do surgimento dos piores efeitos da pandemia. A crise sanitária acentuou essa tendência, e os dados relativos ao terceiro trimestre do ano mostram sua persistência.

Também os investimentos na indústria, sempre em volumes expressivos no Estado mais industrializado do País, mostram queda desde o início do ano. A discreta recuperação no terceiro trimestre é insuficiente para recolocar seu volume no nível observado no início do ano.

Já os investimentos em serviço concentraram mais de 60% do total de R$ 5,6 bilhões apurados pela Piesp no terceiro trimestre. Em relação ao trimestre anterior, as aplicações em serviços cresceram quase quatro vezes. Ao longo de 2020, o aumento foi puxado pelo desempenho das atividades imobiliárias e pelo ramo de aluguéis imobiliários. É reflexo da gradual recuperação do setor de construção civil, que se observa também em outros Estados. Os demais segmentos de serviços que se destacaram são os de prestação de serviços de informação, as atividades esportivas, de recreação e lazer e os serviços de saúde.

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