Alta dos serviços traz alívio para a economia

Os serviços representam a parte mais relevante do Produto Interno Bruto (PIB), no qual têm um peso de mais de 70%

O Estado de S.Paulo

15 de novembro de 2019 | 04h00

Houve melhora generalizada nos indicadores de serviços de setembro, o que infundiu ânimo nos analistas. Ficaram fortalecidos os prognósticos de que a economia brasileira, de fato, está ganhando ritmo, permitindo antever um aumento no ritmo da atividade no final deste ano. O crescimento foi liderado pelos Estados de São Paulo e Rio de Janeiro e confirma as perspectivas favoráveis de entidades ligadas ao comércio varejista.

Os serviços representam a parte mais relevante do Produto Interno Bruto (PIB), no qual têm um peso de mais de 70%. Destaque-se o avanço, entre agosto e setembro, de 1,2% do volume geral de serviços prestados na economia, com ênfase no item serviços profissionais e administrativos, que permite avaliar a evolução econômica das empresas; de transportes, armazenagem e correio; e dos serviços prestados às famílias, que refletem mais emprego, renda e confiança dos trabalhadores.

Indicadores de prazo mais dilatado também foram favoráveis, embora em porcentual menos expressivo do que o do avanço de curto prazo. É o caso do avanço do volume de serviços entre setembro de 2018 e setembro de 2019 (+1,4%), entre janeiro e setembro de 2018 e de 2019 (+0,6%) e dos últimos 12 meses (+0,7%). A Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) registrou ainda a terceira alta da média móvel trimestral, o que demonstra que a recuperação é consistente.

Em valores, os números da PMS também são positivos: a receita bruta nominal de serviços cresceu 1% entre agosto e setembro e 4,9% entre setembro de 2018 e setembro de 2019. Os números superaram não apenas as estimativas médias de mercado, como o teto das previsões.

Mesmo fazendo a ressalva de que o calendário foi favorável a setembro de 2019 em relação a igual mês do ano passado, devido ao número maior de dias úteis, a melhora dos dados indica que a economia ganhou fôlego.

Com a entrada dos recursos liberados do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e a expansão do crédito, é provável que os indicadores de serviços voltem a superar as expectativas nos próximos meses. Ainda assim, o volume de serviços continuará sendo inferior ao máximo alcançado em novembro de 2014, que supera em 10,7% o nível atual.

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