Apesar da falta de chuvas, safra recorde

É nova comprovação da eficiência da agricultura brasileira, que levou o País às principais posições entre os maiores produtores agrícolas do mundo

Notas & Informações, O Estado de S.Paulo

17 de junho de 2021 | 03h00

Além de ameaçar o fornecimento de energia elétrica e o abastecimento de água, a falta de chuvas no Centro-Sul do País nos meses de abril e maio afetou fortemente a produção de milho. No acompanhamento da safra 2020/2021 concluído em maio, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) havia estimado a produção total das três safras do cereal em 106,41 milhões de toneladas. No de junho, o nono para a atual safra, a estimativa foi reduzida para 96,39 milhões de toneladas, uma redução de 10,02 milhões de toneladas, ou 9,4%. A nova projeção é 6% menor do que o resultado da safra 2019/2020.

“Devido às baixas precipitações, a maioria das lavouras plantadas do cereal já comprometeu a sua produtividade potencial”, observa o relatório da Conab sobre a safra de milho. Quanto às culturas de inverno, estão em fase de plantio, intensificado a partir de maio.

No início da safra, o estoque de milho era de 10,6 milhões de toneladas. No fim da atual safra, computados os dados de produção, exportação, importação e consumo, deverá ficar em 7,6 milhões de toneladas.

Com a expressiva redução estimada para a safra de milho, a produção total de grãos do País deve ficar em 262,13 milhões de toneladas, total 9,57 milhões de toneladas menor do que o da estimativa de maio, mas 5,11 milhões de toneladas maior do que a produção de 2019/2020.

Mesmo com chuva insuficiente, será o novo recorde da série. É nova comprovação da eficiência da agricultura brasileira, que alcançou altos níveis de produtividade e levou o País às principais posições entre os maiores produtores agrícolas do mundo.

A soja, por exemplo, cuja colheita já terminou, deve bater novo recorde de produção, com 135,86 milhões de toneladas, 8,8% mais do que a da safra anterior e 0,3% maior do que a da estimativa de maio. Assim, o Brasil deve manter-se como o maior produtor mundial da oleaginosa.

A produção das três safras de feijão está estimada em 3,1 milhões de toneladas, 4,5% maior do que a da safra anterior. Quanto às culturas de inverno, o destaque é o trigo, com o plantio de 2,5 milhões de hectares (8,1% mais do que na safra anterior). A produção estimada é de 6,94 milhões de toneladas, 11,3% mais do que o colhido em 2019/2020. A produção deverá ser maior do que as importações, estimadas em 6,4 milhões de toneladas.

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