As expectativas do mercado imobiliário

Bom desempenho do setor é resultado das condições favoráveis para a compra de imóveis, como disponibilidade de recursos financeiros e juros baixos

Notas & Informações, O Estado de S.Paulo

04 de setembro de 2021 | 03h00

Os resultados de julho do mercado imobiliário da cidade de São Paulo indicam que o segundo semestre, período de maior concentração de lançamentos, manterá o ritmo de crescimento observado até agora. Esta é a avaliação do vice-presidente de Incorporação e Terrenos Urbanos do sindicato da habitação de São Paulo (Secovi-SP), Emilio Kallas, ao analisar os números da pesquisa do mercado imobiliário da capital paulista em julho.

No mês, foram comercializadas 5.373 unidades residenciais novas, com aumento de 23,8% sobre o resultado de um ano antes. Houve queda em relação a junho (6.837 unidades vendidas), mas, por ser mês de férias escolares, julho costuma apresentar redução. Neste ano, a queda foi menos acentuada porque, em razão da pandemia, as aulas permaneceram virtuais até meados do mês para boa parte das escolas, observa o Secovi-SP.

Apesar da redução das vendas no mês na comparação com o total negociado em junho, o resultado de unidades negociadas em 12 meses continua a crescer. Foram 65,5 mil unidades até julho, ante 64,5 mil até junho. O total acumulado até julho do ano passado tinha sido de 47,2 mil imóveis.

Os lançamentos no mês de julho alcançaram 6.934 unidades, com aumento de 165,3% sobre os lançamentos de julho do ano passado e com variação de -0,1% sobre os lançamentos de junho deste ano. No acumulado de 12 meses, foram lançadas 82 mil unidades e comercializadas 65 mil, números bem superiores à média histórica (34 mil lançamentos e 30 mil unidades vendidas).

A oferta no fim de julho era de 47.054 unidades disponíveis (imóveis na planta, em construção e prontos lançados nos últimos 36 meses). Esse número corresponde a nove meses de produção imobiliária.

O bom desempenho é estimulado pelas boas condições para a compra de imóveis, como oferta de produtos de maior demanda e disponibilidade de recursos financeiros a juros baixos, lembra o economista-chefe do Secovi-SP, Celso Petrucci.

Mas os limites de valor dos imóveis oferecidos dentro do programa Casa Verde e Amarela (antigo Minha Casa Minha Vida) e os custos dos insumos podem dificultar a expansão, ressalva o presidente do Secovi-SP, Basilio Jafet. E o cenário político, completa Jafet, pode colocar em risco a recuperação da economia.

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