As perdas das companhias aéreas

Embora sejam fortes os sinais de recuperação do setor aéreo internacional, os prejuízos neste ano estão estimados em US$ 51,8 bilhões

Notas & Informações, O Estado de S.Paulo

09 de outubro de 2021 | 03h00

O pior já passou. Mas as perdas continuam a se acumular e perdurarão pelo menos até o ano que vem. Quando os resultados começarem a melhorar, os prejuízos terão superado US$ 200 bilhões. Este é resumidamente o cenário em que operam as companhias aéreas em todo o mundo e é montado a partir de dados e estimativas da Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata, na sigla em inglês) mostrados pelo Estadão (5/10).

Embora sejam fortes os sinais de recuperação do setor aéreo internacional, os prejuízos das transportadoras neste ano estão estimados em US$ 51,8 bilhões. Apesar das dimensões das perdas, há até um certo alívio: poderia ser pior, como fora em 2020. No ano passado, o pior para as companhias aéreas desde o início da pandemia, os prejuízos alcançaram US$ 137,7 bilhões. Para o ano que vem, a Iata estima perdas de US$ 11,6 bilhões.

O impacto da pandemia sobre as companhias aéreas foi enorme, diz o diretor-geral da Iata, Willie Walsh. No período 2020-2022, o prejuízo chegará a US$ 201 bilhões de dólares. As empresas tiveram de cortar profundamente seus custos e adaptar suas operações às oportunidades de negócios num momento em que a circulação por via aérea de pessoas dentro de seus países ou para o exterior se reduziu drasticamente.

Foi graças às medidas duras tomadas desde março do ano passado que as empresas de transporte aéreo conseguiram reduzir expressivamente suas perdas, embora os ganhos ainda só apareçam num horizonte distante.

Mas a expectativa de melhora faz ressurgir o otimismo. “Ainda temos problemas graves, mas o caminho para a recuperação começa a aparecer. A aviação está mostrando sua resiliência mais uma vez”, disse Walsh, sobre os dados e projeções da Iata.

O desempenho deste ano, obviamente melhor do que o de 2020, ainda está, porém, bem abaixo do registrado em 2019, ano de atividade econômica normal em todo o mundo. A demanda medida por RPK (indicador baseado na receita por quilômetro percorrido por passageiro) deve corresponder a 40% da observada há dois anos. No ano que vem, deve subir para 61%.

O número de passageiros neste ano deve chegar a 2,3 bilhões e alcançar 3,4 bilhões em 2022. São dados inferiores aos de 2019, quando 4,5 bilhões de pessoas foram transportadas

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.