Aumenta o grau de confiança do comércio

Índice de Confiança do Comércio da FGV aumentou 1,3 ponto porcentual entre dezembro de 2019 e janeiro de 2020 e alcançou 98,1 pontos, a melhor marca desde fevereiro do ano passado

Notas & Informações, O Estado de S.Paulo

01 de fevereiro de 2020 | 05h00

Expectativas promissoras quanto ao comportamento do comércio varejista em 2020 aparecem no último Índice de Confiança do Comércio (Icom) do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV Ibre). O indicador aumentou 1,3 ponto porcentual entre dezembro de 2019 e janeiro de 2020 e alcançou 98,1 pontos, a melhor marca desde fevereiro do ano passado.

O coordenador da Sondagem do Comércio da FGV Ibre, Rodolpho Tobler, vê à frente um cenário muito favorável ao setor terciário da economia, que engloba os serviços e o comércio. Como afirma Tobler, “2020 começa com alta da confiança do comércio, influenciada pela melhora das expectativas que voltaram a subir depois de um período de espera dos empresários no final do ano passado”.

A recuperação não parece ser marcada, no entanto, por uma evolução linear. Indicadores de situação atual recuaram em janeiro, depois de apresentar resultados mais positivos no final do ano passado. Mas “os sinais mais fortes do mercado de trabalho e da confiança dos consumidores” permitem, segundo Tobler, acreditar que um cenário de “recuperação gradual” persistirá na atividade comercial.

Em janeiro, a confiança cresceu em quatro dos seis segmentos analisados. Um deles, o Indicador de Desconforto do Varejo Ampliado, está em declínio, o que é bom sinal. Esse indicador é composto por demanda insuficiente, acesso ao crédito bancário e custo financeiro. O ambiente financeiro para o varejo é, portanto, bastante razoável.

Já o ambiente de negócios deixa a desejar. Houve alta de um ponto porcentual em janeiro, mas isso ocorreu após oito quedas consecutivas. O indicador ainda é cinco pontos porcentuais inferior ao de janeiro de 2019.

O conjunto da economia dá sinais positivos, relacionados ao emprego, ao rendimento das famílias e à recuperação das empresas. Destas depende a contratação de pessoal e a decisão de investir, o que está sendo favorecido pela perspectiva de novas quedas dos juros.

Não deverá ser, no entanto, recuperação rápida, nem isenta de riscos. Para consumir, as famílias têm aumentado seu grau de endividamento. A preservação do emprego e da renda é condição para quitar dívidas passadas e tomar novos empréstimos para consumir e investir. Isso vale para todos.

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