Aumento da demanda por crédito é amplo

Quanto ao spread, houve redução de 21,5 pontos porcentuais em outubro para 21,2 em novembro; no caso das pessoas físicas, o spread no crédito livre caiu de 33,3 para 32,5 pontos porcentuais de um mês para outro

Notas & Informações, O Estado de S.Paulo

26 de dezembro de 2020 | 05h00

Na avaliação do Banco Central, o aumento da demanda do crédito com recursos livres e direcionados, tanto por parte das pessoas físicas como das jurídicas, se deve à recuperação econômica. O aumento, de acordo com o chefe do Departamento de Estatísticas do Banco Central, Fernando Rocha, é disseminado e não se deve apenas aos programas de crédito anunciados pelo governo para ajudar as empresas e as famílias a enfrentar as consequências da pandemia sobre suas finanças.

De acordo com as Estatísticas Monetárias e de Crédito relativas a novembro divulgadas pela instituição, as concessões totais de crédito somaram R$ 376 bilhões em novembro. Esse valor é 1,4% maior do que o de outubro. Nos 11 primeiros meses, o aumento é de 5,9% em relação ao resultado de igual período de 2019.

O crédito ampliado ao setor não financeiro alcançou R$ 11,7 trilhões em novembro, o que corresponde a mais de 1,5 vez o Produto Interno Bruto (PIB). É um valor 0,2% maior que o de outubro e que assegura crescimento de 14,6% em 12 meses.

Os dados do BC mostram uma acentuada redução no volume de concessões de crédito em abril e maio, como consequência da redução da atividade econômica provocada pela pandemia e da maior cautela das instituições financeiras na análise dos pedidos de empréstimo. Os programas emergenciais de ajuda financeira para empresas e pessoas físicas deram alento à atividade econômica e propiciaram o aumento da concessão de empréstimos, sobretudo por parte de instituições oficiais.

Assim, a partir de junho, as concessões retomam o rumo da expansão. O estoque total de operações de crédito do sistema financeiro alcançou R$ 3,954 trilhões, 10,5% maior do que o de abril.

Houve pequeno aumento da taxa média de juros em novembro em relação a outubro, de 18,6% para 18,7% ao ano. Mas, em 12 meses, o custo médio caiu 4,9 pontos porcentuais. Mesmo sendo o mais alto do mercado, o juro do rotativo do cartão de crédito subiu 2,4 pontos porcentuais de outubro a novembro, chegando a 319,8% ao ano.

Quanto ao spread, houve redução de 21,5 pontos porcentuais em outubro para 21,2 em novembro. No caso das pessoas físicas, o spread no crédito livre caiu de 33,3 para 32,5 pontos porcentuais de um mês para outro.

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