Avanço quase imperceptível dos serviços

Setor de serviços estabilizou-se, com crescimento zero em novembro de 2018

O Estado de S.Paulo

19 de janeiro de 2019 | 04h00

Após cair por 41 meses consecutivos pelo critério de comparação entre os últimos 12 meses e os 12 meses anteriores, o setor de serviços estabilizou-se, com crescimento zero em novembro de 2018. O mesmo ocorreu em relação a outubro. Isso bastou para uma discreta comemoração, pois crescer zero foi uma melhora. Esta persistirá se os serviços acompanharem o conjunto da economia, que já dá sinais positivos.

Mas isso depende do crescimento da confiança das empresas e dos trabalhadores na recuperação, o que influencia a demanda de serviços profissionais e de serviços prestados às famílias, itens relevantes para o comportamento do setor.

Entre os meses de outubro e novembro de 2018, o crescimento dos serviços também foi zero, mas quatro das cinco atividades analisadas apresentaram resultado positivo, como o ramo de informação e comunicação, que cresce há três meses consecutivos. “Como regra geral, as altas foram pequenas, mas em certos casos garantiram o retorno ao azul depois de meses seguidos de perda de faturamento”, afirmaram os analistas do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi).

Os sinais favoráveis ainda não são disseminados. Entre os meses de novembro de 2017 e de 2018, somente 6 das 27 unidades da Federação registraram alta no volume de serviços prestados. A principal contribuição positiva veio de São Paulo (+4,9%), enquanto o indicador mais negativo foi o do Rio de Janeiro (-2,8%). Entre os primeiros 11 meses de 2017 e de 2018, houve queda da receita real de serviços em 22 dos 27 Estados.

Além da estabilização do volume de serviços prestados apontada pela Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), vale destacar alguns aspectos promissores. Por exemplo, entre novembro de 2017 e novembro de 2018 o volume de serviços aumentou 0,9% na série sem ajuste sazonal. Foi o quarto mês consecutivo de alta pelo mesmo critério de comparação.

Com seu enorme peso no Produto Interno Bruto (PIB), próximo de 70%, o setor de serviços é importante para a retomada da economia. Mas sua recuperação está atrasada em relação a outros setores e o segmento apresenta alta ociosidade. Parar de cair é bom sinal. Mas será preciso mais do que isso para que se possa afirmar que o setor de serviços já deixou a estagnação para trás.

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