Bens de consumo dão alento à indústria

A retomada da economia se generaliza, mas 2019 continua se mostrando mais fraco, para o setor secundário

O Estado de S.Paulo

13 de novembro de 2019 | 04h00

O segmento de bebidas, favorecido pelas altas temperaturas, ajudou o Rio Grande do Sul e a Bahia – e a Região Nordeste – na retomada da produção industrial entre agosto e setembro. Mas, no País, o ritmo da recuperação ainda é fraco, com avanço da indústria de apenas 0,3% no período. Segundo os Indicadores Regionais da Indústria do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), houve crescimento em 10 das 15 regiões pesquisadas. Para o resultado final, foi decisivo o recuo em São Paulo. 

O destaque de setembro foi a produção de bens de consumo. A retomada da economia se generaliza, mas 2019 continua se mostrando mais fraco, para o setor secundário, do que 2018, notaram os economistas do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi).

Entre janeiro e setembro de 2018 e de 2019, a produção industrial caiu 1,4%, afetada, principalmente, pelo recuo acentuado do Espírito Santo e de Minas Gerais, ainda em decorrência dos efeitos da tragédia de Brumadinho sobre a indústria extrativa.

Mas também caiu, em igual período, a produção da Região Nordeste, de Mato Grosso, de Pernambuco, Bahia, Pará e São Paulo. A queda não foi compensada pelo aumento da produção no Paraná, no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina, no Amazonas e em Goiás, entre as mais significativas.

O crescimento do setor secundário no Paraná e no Rio Grande do Sul foi influenciado pelas atividades de veículos automotores, reboques e carrocerias, produtos alimentícios e máquinas e equipamentos. 

Dado o peso relativo de São Paulo na indústria nacional, da ordem de 35%, cabe notar o comportamento da produção do Estado, que caiu 1,4% no período julho/setembro comparativamente a igual período do ano passado. O recuo de 2,6% no primeiro trimestre de 2019 não foi compensado pela alta de 1,1% no segundo trimestre e de 0,7% no terceiro trimestre. Houve queda em 61% dos segmentos da indústria paulista, incluindo outros equipamentos de transporte, veículos, equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos, metalurgia, papel e celulose e farmoquímicos e farmacêuticos, entre outros.

As dificuldades de retomada da indústria são estruturais. Investimentos das empresas são indispensáveis, mas, além disso, os governos terão de cortar excessos tributários e fortalecer a infraestrutura.

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