Comércio menos confiante no início do ano

Nem mesmo a retomada da economia paulista, somada ao início da vacinação no Estado, vai retomar a confiança do empresariado

Notas & Informações, O Estado de S.Paulo

30 de janeiro de 2021 | 03h00

A evolução recente do número de casos de contaminação pela covid-19 e de mortes causadas por ela é a evidência de que a pandemia não está controlada. As novas medidas de restrição à movimentação das pessoas e à atividade econômica, sobretudo no comércio, decididas pelas autoridades paulistas são necessárias para conter a pandemia, e precisam ser acatadas pela população. Mas têm efeitos sobre a economia. Por isso, os empresários do comércio estão menos confiantes do que estavam no fim do ano.

Depois de sete altas mensais consecutivas em 2020, o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) caiu em janeiro e deverá fechar o mês em 98,2 pontos. Não alcançará, assim, o mínimo de 100 pontos, que demarca o início do otimismo.

As expectativas otimistas geradas pelo início da vacinação contra a covid-19 – de maneira algo improvisada e sem previsão de quando alcançará o nível seguro para conter a pandemia – ainda não influenciaram o ânimo do empresariado do comércio. Talvez à espera de demonstrações mais robustas de que o País disporá de vacina suficiente para imunizar a população e de que as autoridades saberão aplicá-la na extensão e no prazo adequados, os empresários estão cautelosos.

Nem mesmo o cenário econômico marcado pela retomada da economia paulista, que se soma ao início da vacinação no Estado, está sendo suficiente para fazer a confiança do empresariado retornar ao nível observado em janeiro de 2020, antes do início da pandemia. O Icec está 20% abaixo do aferido há um ano.

A redução se deve principalmente à queda do Índice das Condições Atuais, que reflete a avaliação do empresariado das condições dos seus negócios no momento e sua visão do ambiente econômico. Esse índice é um dos três que compõem o Icec. A retração do crescimento do setor, medida por outro desses componentes, pesou na avaliação negativa das condições atuais.

Da mesma forma como analisa com cautela o cenário, o empresário deve ser cauteloso nas decisões sobre seus negócios, recomenda a FecomercioSP. Medidas como avaliação cuidadosa de compras, vendas e movimentação de estoques estão entre as sugeridas. Erros nessa avaliação podem resultar em custos financeiros.

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