Confiança da construção é a maior em 5 anos

Não se pode ignorar que falta muito para o ritmo de atividade do setor imobiliário atingir os patamares anteriores à crise, mas as expectativas já mostram empresas otimistas com as tendências dos negócios nos próximos meses

Notas & Informações, O Estado de S.Paulo

08 de fevereiro de 2020 | 05h00

As perspectivas favoráveis para a construção exibidas nos indicadores imobiliários desde meados de 2018 ficaram reforçadas, em janeiro de 2020, pela expansão firme dos empréstimos habitacionais e pela última Sondagem da Construção do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV-Ibre).

A marca de 94,2 pontos é a mais elevada do Índice de Confiança da Construção (ICST) desde maio de 2014 e registra aceleração pelo oitavo mês consecutivo.  Um tom de otimismo caracterizou as afirmações usualmente contidas da coordenadora de Projetos da Construção da FGV-Ibre, a economista Ana Maria Castelo, sobre a conjuntura do mercado imobiliário. Textualmente, ela afirmou que “o primeiro mês do ano sinaliza o que deve ser a dinâmica dominante ao longo de 2020: o aumento do protagonismo do segmento de edificações, resultante da melhora do mercado imobiliário residencial no ano passado”.

Pesquisas das mais diversas fontes, como o sindicato da habitação (SecoviSP) e a Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), indicam aumento dos lançamentos e das vendas. Isso começa “a se traduzir em obras e, portanto, a impactar os indicadores de atividade setorial”, explicou a economista da FGV.

Não se pode ignorar que falta muito para o ritmo de atividade do setor imobiliário atingir os patamares anteriores à crise, “mas as expectativas já mostram empresas otimistas com as tendências dos negócios nos próximos meses”, enfatizou Ana Castelo.

Além disso, melhorou a percepção dos 703 empresários ouvidos para a Sondagem tanto no que diz respeito à situação atual do segmento quanto às expectativas.

O indicador de demanda prevista para os próximos três meses cresceu 2,6 pontos e atingiu 105,2 pontos, maior nível desde março de 2012, época em que o mercado imobiliário vivia um momento favorável.

O indicador de tendência dos negócios nos próximos seis meses também evoluiu, com alta de 2,2 pontos, para 103,2 pontos, marca idêntica à registrada em março de 2013.

As empresas ouvidas na Sondagem notaram que um dos limitadores da atividade é a demanda, que “ainda é o principal problema setorial”. Com o aumento da demanda, deverá crescer o Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci), que ainda é de 70,9%. Há espaço para construir mais.

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