Confirma-se o recorde da safra de grãos

Safra de grãos 2018/2019 deverá atingir o recorde de 242,1 milhões de toneladas, superando em 1,4 milhão de toneladas o recorde anterior observado em 2017

O Estado de S.Paulo

12 de setembro de 2019 | 04h00

O último levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) acaba de confirmar o que se previa nos últimos meses: a safra de grãos 2018/2019 deverá atingir o recorde de 242,1 milhões de toneladas, superando em 1,4 milhão de toneladas o recorde anterior observado em 2017, de 237,6 milhões.

É notícia importante para os consumidores brasileiros que demandam alimentos a custos módicos e para as necessidades de exportação do País, que neste ano depende mais das vendas ao exterior de produtos agropecuários para assegurar um superávit elevado na balança comercial (diferença entre exportações e importações). É da segurança alimentar e da segurança do balanço de pagamentos, portanto, que se trata.

O plantio de 63,2 milhões de hectares, 2,4% mais do que na safra 2017/2018, permitiu forte aumento na segunda safra de milho e na safra de algodão, ao mesmo tempo que havia uma recuperação da soja. Os resultados foram piores no plantio de feijão e de arroz, mas a produção basta para manter a oferta no mercado interno, a preços módicos. A produção de grãos e oleaginosas ajuda a manter inflação baixa.

O grande destaque é o milho, cuja produção de 80,7 milhões de toneladas na safra 2017/2018 deverá crescer 23,9% para quase 100 milhões de toneladas na safra 2018/2019. A segunda safra de milho deverá crescer 36,9%.

Também a safra de algodão traz boas notícias, com alta em relação à anterior de 35,9%, tanto no produto em caroço como em pluma. 

Com queda da produção de 3,6% entre as safras de 2017/2018 e de 2018/2019, a soja, principal item agrícola do País, teve pior resultado, em decorrência da falta de chuvas e menor produtividade.

Salvo exceções, é expressivo o aumento da produtividade. Esta decorre não só de técnicas de cultivo, mas da qualificação da mão de obra e dos pesados investimentos em máquinas modernas, além do clima.

A força do agronegócio assegura acesso crescente do País aos mercados globais. Isso decorre da ação dos empresários locais e não deve ser dificultado por trapalhadas do governo Bolsonaro, como nas questões relacionadas ao meio ambiente. Estas questões têm de ser tratadas com prudência, para que produtores brasileiros não sofram retaliação, como se teme dado o impacto do aumento de áreas devastadas na Região Amazônica.

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