Economia fraca derruba setor de serviços

Em resumo, a demanda de serviços perdeu ímpeto no primeiro bimestre deste ano, depois da leve recuperação registrada no segundo semestre do ano passado.

Editorial Econômico, O Estado de S.Paulo

19 de abril de 2019 | 05h00

Foi generalizado o declínio dos serviços prestados à economia entre janeiro e fevereiro, que caíram 0,4% na série com ajuste sazonal, repetindo o resultado de janeiro e eliminando a alta de dezembro de 2018. Das 27 unidades da Federação pesquisadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 22 apresentaram queda, aparecendo o Estado de São Paulo como a principal exceção, com alta de 1% no período.

Em resumo, a demanda de serviços perdeu ímpeto no primeiro bimestre deste ano, depois da leve recuperação registrada no segundo semestre do ano passado. E esta é uma consequência do ritmo insatisfatório da atividade econômica e dos seus reflexos sobre o emprego e a renda das famílias e das empresas, como enfatizou o gerente da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), do IBGE, Rodrigo Lobo.

A comparação entre os meses de fevereiro de 2018 e fevereiro de 2019 ainda é positiva, com alta de 3,8% no volume de serviços, mas quando se avaliam os primeiros bimestres de 2018 e de 2019 a alta cai para 2,9%, e nos últimos 12 meses, comparativamente aos 12 meses anteriores, a evolução é de apenas 0,7%.

Dado o peso do setor de serviços na economia, os resultados fracos do período pesquisado já bastam para comprometer a evolução do Produto Interno Bruto (PIB), com expectativas declinantes.

Dos cinco itens analisados pela PMS, três exibiram quedas, a mais forte das quais foi de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio, com recuo de 2,6% entre janeiro e fevereiro. O volume de serviços prestados às famílias declinou 1,1%.

A principal exceção apareceu nos serviços de tecnologia da informação, com alta de 4,8% entre janeiro e fevereiro. Isso significa que as empresas se atualizam para não perder mercado. As companhias abrem portais, contratam provedores de conteúdo e outros serviços de informação na internet ou desenvolvem programas de computação individualizados. Também cresceu o volume de serviços técnico-profissionais.

Com declínio de 4,8% entre janeiro e fevereiro, os serviços de turismo apresentaram um dos piores resultados da PMS, mas, na comparação entre fevereiro de 2018 e fevereiro de 2019, há crescimento de 5%. As variações mês a mês revelam um quadro de sobe e desce da demanda de difícil administração pelas empresas.

Tudo o que sabemos sobre:
setor de serviçoseconomia

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.