Em 2018, o setor de serviços ficou estagnado

Comportamento declinante dos serviços profissionais, administrativos e complementares foi decisivo para a paralisia do setor terciário

O Estado de S.Paulo

16 de fevereiro de 2019 | 04h00

Resultados próximos de zero foram apresentados pelo setor de serviços em 2018, confirmando os números inexpressivos já divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) relativos à indústria e ao comércio varejista. Em face do peso dos serviços na economia, não se pode esperar senão uma evolução modesta do Produto Interno Bruto (PIB) em 2018, como se tem observado nos prognósticos das principais consultorias econômicas. A fraqueza dos dados exposta na Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) de dezembro do IBGE, com recuo de 0,1% no volume de serviços prestados entre 2017 e 2018, foi generalizada, alcançando 23 das 27 unidades da Federação.

Embora os últimos meses de 2018 tenham exibido leves sinais de reação, a maioria dos dados foi negativa ou sugeriu estagnação. Pelo critério de média móvel trimestral, houve avanço de 0,1% entre outubro e dezembro comparativamente ao período setembro a novembro, mas isso apenas compensou a elevação de 0,1% no trimestre móvel encerrado em novembro do ano passado, comparativamente ao terminado em outubro. Tomado apenas o mês de dezembro de 2018, houve alta de 0,2% em relação a novembro, mas declínio de 0,2% em relação a dezembro de 2017.

O comportamento declinante dos serviços profissionais, administrativos e complementares foi decisivo para a paralisia do setor terciário. Os maiores recuos foram observados nos serviços de engenharia, de vigilância e de segurança privada, de transporte de valores, de locação de automóveis e de consultoria em gestão empresarial. Outras quedas foram verificadas em transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio, além de outros serviços e serviços prestados às famílias.

Na comparação entre dezembro de 2017 e de 2018, os técnicos do IBGE constataram queda nas receitas de empresas de armazenamento, de transporte marítimo de longo curso, de concessionárias de rodovias e de apoio ao transporte de carga. É possível que a alta do custo de fretes tenha afetado negativamente os resultados.

Poucos segmentos mostraram números razoáveis, como os serviços de informação e comunicação. Mesmo que haja melhora acentuada em 2019, o setor não recuperará os níveis de janeiro de 2014, quando o volume de serviços foi 11,4% superior ao de dezembro de 2018.

Mais conteúdo sobre:
economia

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.