Êxito marca leilão de terminais portuários

Sucesso dos leilões segue-se ao dos 12 aeroportos também licitados em março, no primeiro leilão de infraestrutura do governo Bolsonaro

O Estado de S.Paulo

28 de março de 2019 | 04h00

Foram bem-sucedidos os leilões de quatro áreas localizadas nos Portos de Cabedelo, na Paraíba, e Vitória, no Espírito Santo, promovidos pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). Foi evidente o interesse despertado nos grupos econômicos Raízen, Ipiranga e BR Distribuidora, que já atuavam nos Portos de Cabedelo e de Vitória e pagaram, respectivamente, R$ 24 milhões e R$ 195,5 milhões pela cessão onerosa das áreas por 25 anos, oferecidas pelo lance mínimo de R$ 1,00 cada uma.

Cabedelo, na região central do Nordeste, já é plenamente integrado aos modais marítimo, ferroviário e rodoviário. O terminal arrendado em Vitória inclui-se entre os denominados green fields, em que tudo está por fazer, impondo elevados investimentos.

O êxito dos leilões segue-se ao dos 12 aeroportos também licitados em março, no primeiro leilão de infraestrutura do governo Bolsonaro. O ministro de Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, afirmou que o valor arrecadado nas outorgas nos Portos de Cabedelo e Vitória superou as expectativas do governo. “Saímos entusiasmados, daqui a duas semanas tem mais”, disse Freitas sobre novos leilões de terminais portuários, em Belém e Vila do Conde, ambos no Estado do Pará. Em breve, acrescentou o ministro, o governo deverá apresentar editais para a licitação de terminais nos Portos de Santos, de Paranaguá, no Paraná, e de Suape, em Pernambuco.

Os investimentos das distribuidoras de combustíveis estão relacionados não só com a expectativa de crescimento do mercado interno, mas do comércio internacional de derivados de petróleo. As perspectivas são de extração crescente de óleo e gás das áreas do pré-sal, em parte com destino à exportação, ao mesmo tempo que a Petrobrás vende campos maduros. Até 2026, segundo estudos recentes da Empresa de Pesquisas Energéticas (EPE), o Brasil poderá se tornar um dos cinco maiores exportadores de petróleo do mundo.

Com um nível de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF, ou taxa de investimento) entre 16% e 17% do Produto Interno Bruto (PIB), o País está entre os que menos aplicam em infraestrutura, o que limita a expansão do comércio. O resultado dos leilões de aeroportos e de terminais portuários mostra que há apetite de investidores, estimulando o lançamento de novos editais de infraestrutura, como os de rodovias e ferrovias.

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