Faturamento cai, mas as empresas sobrevivem

No Estado de São Paulo, seis em cada dez negócios perderam faturamento durante a crise sanitária da covid-19

Notas & Imformações, O Estado de S.Paulo

13 de julho de 2021 | 03h00

Sobreviver em tempos de pandemia tem sido uma dura experiência para a maioria das empresas. No Estado de São Paulo, seis em cada dez delas perderam faturamento durante a crise sanitária da covid-19; mais ainda, 72% disseram ter notado redução no número de clientes por causa das restrições à circulação de pessoas em períodos mais difíceis da pandemia. São dados de uma pesquisa feita entre abril e maio pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP).

A pandemia revirou o desempenho das empresas. Antes da chegada dela, a maioria dos negócios (54%) estava em situação financeira estável e 31,1%, em situação que consideravam boa. O grupo dos que se consideravam em situação ruim correspondia a apenas 14,2% do total. Com a pandemia, o faturamento caiu para boa parte das empresas; apenas 12,3% delas informaram aumento das vendas mensais.

Mas a gestão financeira foi, predominantemente, cautelosa. Sete entre dez empresas disseram que não contraíram nenhum tipo de empréstimo ou financiamento para se manter em funcionamento, mesmo tendo registrado redução da clientela.

A prudente administração das finanças tem sido uma das recomendações básicas da FecomercioSP a seus filiados nestes tempos difíceis. Redução de custos, reavaliação de contratos, empréstimos para impulsionar os negócios e aumentar o capital, de maneira que dívidas antigas sejam saldadas, estão entre essas recomendações.

Programas especiais do governo federal para apoiar as empresas ao longo de 2020 foram essenciais para que muitas delas continuassem operando. Entre essas medidas estão a redução temporária da folha de pagamentos, o adiamento do vencimento de parcelas de tributos e ajuda financeira direta a empresas de menor porte. Como resultado, o número de falências em 2020, um ano crítico para a atividade econômica, foi menor do que em 2019, 690 mil casos contra 919 mil.

Em 2021, porém, adverte a FecomercioSP com base em pesquisa da Serasa Experian, o ritmo de empresas que fecham as portas parece ter se acelerado. Em quatro meses, 325 mil empresas encerraram as atividades. O número corresponde a 47% do total de 2020. Mantido esse ritmo, o aumento no ano será de cerca de 40%.

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