Inflação mais alta nas principais economias

Alta dos preços internacionais da energia, em particular a derivada do petróleo, é responsável pela aceleração da inflação em muitos países

Notas & Informações, O Estado de S.Paulo

09 de setembro de 2021 | 03h00

A inflação média nas principais economias do mundo vem subindo há vários meses. O resultado corrente é mais de três vezes o que se registrava um ano antes. Em julho, a inflação nos países da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) alcançou 4,2%, ante 4,0% em junho e 1,2% em julho de 2020.

A aceleração da inflação é um fenômeno amplo. Com muito poucas exceções, ela está hoje mais alta do que estava há um ano nos países da OCDE. Uma das exceções é o Japão, que há muitos anos registra inflação muito baixa, às vezes negativa, como a acumulada nos 12 meses até julho deste ano, que ficou em -0,3%, ante 0,3% um ano antes.

Mas, quando examinados os países da área do euro e o grupo das sete maiores economias do mundo, o G-7, notam-se evoluções diferentes. Na área do euro, a alta média dos preços em julho foi de 2,2%, enquanto no G-7 alcançou 3,8%.

O principal responsável por essa diferença é a economia norte-americana (e a canadense, em menor proporção). Do grupo das sete principais economias mundiais, a dos Estados Unidos é a que registra a maior inflação, de 5,4%. Embora comece a gerar algum desconforto em outros países, essa inflação não preocupa os responsáveis pela política monetária norte-americana.

Depois de cinco meses consecutivos de alta (estava em 1,4% em janeiro), a inflação americana não subiu entre junho e julho.

A alta dos preços internacionais da energia, em particular a derivada do petróleo, é apontada como um dos principais fatores para a aceleração da inflação em muitos países. Até julho, a energia tinha subido 17,4% em bases anuais. Até junho, o aumento acumulado era de 16,9%, o que significa que o problema se acentuou.

A alta da inflação é observada também nas 20 principais economias do mundo (G-20), a maior parte das quais faz parte também da OCDE (o Brasil é uma das exceções, pois integra o G-20, mas não a OCDE).

Em julho, a inflação média do G-20 chegou a 4,6%. Estava em 2,5% em julho do ano passado e chegou a baixar para 2,0% em novembro e dezembro. Desde então, vem registrando aceleração. O Brasil apresenta um dos piores resultados do grupo (a Argentina, com inflação de 51,8% é o pior caso). Entre junho e julho, a inflação no País passou de 8,3%, já alta, para 9,0%, diz a OCDE.

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