Melhora situação financeira das famílias

Entre dezembro de 2017 e dezembro de 2018, o número de famílias endividadas diminuiu mais de 260 mil, de 9,92 milhões para 9,65 milhões

O Estado de S.Paulo

13 de janeiro de 2019 | 03h00

A redução das dívidas das famílias apontada pela Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) é um sinal positivo para a atividade econômica. Em dezembro de 2018, segundo a Peic, caíram o total de endividados, as dívidas e as contas em atraso, bem como o número de famílias que se declaravam incapazes de pagar as dívidas assumidas.

Entre dezembro de 2017 e dezembro de 2018, o número de famílias endividadas diminuiu mais de 260 mil, de 9,92 milhões para 9,65 milhões. Em igual período, o número de famílias com contas em atraso caiu de 4 milhões para 3,63 milhões e o número das que declaravam não ter condições de pagar as dívidas cedeu de 1,57 milhão para 1,51 milhão. Isso quer dizer que centenas de milhares de famílias registraram uma nítida melhora na sua vida financeira.

O porcentual de endividados ainda é elevado, de 59,8% em dezembro de 2018, em relação a 62,2% em dezembro de 2017. Mas, não havendo atrasos e os ônus deles derivados, o endividamento é uma condição normal das famílias. Destas, 47,4% se declaram pouco ou mais ou menos endividadas. É menor o porcentual dos muito endividados (12,4%). Houve queda do endividamento não apenas em relação a 2017, como na comparação com novembro de 2018.

Entre os tipos de dívidas, o cartão de crédito é citado por 78,1% das famílias, seguindo-se os carnês (14,7%), financiamentos de carro (10,2%), crédito pessoal (8,5%) e financiamento de casa (8,3%). O cheque especial aparece com 5,8%, com uso mais intenso por famílias com renda superior a 10 salários mínimos, com melhores condições de quitar a dívida.

A melhora dos indicadores da Peic em dezembro é atribuída pela CNC à cautela das famílias na contratação de novos empréstimos, taxas cadentes de juros e à sazonalidade do período, pois o 13.º salário favorece a regularização das contas.

As expectativas favoráveis são reforçadas pela diminuição do comprometimento da renda destinada ao pagamento de dívidas. Entre as famílias endividadas, a parcela média da renda comprometida com dívidas diminuiu de 30,1% em dezembro de 2017 para 29,3% em dezembro de 2018. Haverá, assim, mais espaço para o consumo neste ano, ajudando a retomada da atividade em geral.

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