Mercado do aço no rumo da normalidade

Consumo aparente chegou a 18,8 milhões de toneladas entre janeiro e agosto, com aumento de 41,7% sobre os oito primeiros meses de 2020

Notas & Informações, O Estado de S.Paulo

29 de setembro de 2021 | 04h00

O aumento expressivo da produção, das vendas internas e do consumo aparente de aço observado em agosto na comparação com os dados de um ano antes é apontado pelo Instituto Aço Brasil como indicação de que “o mercado encontra-se plenamente abastecido e sem qualquer excepcionalidade”.

Nos primeiros meses do ano, com a retomada da atividade econômica, segmentos industriais e a construção civil relataram dificuldades no suprimento de insumos e matérias-primas, entre os quais o aço, que parecem superadas. Os estoques relatados pelo Instituto Nacional dos Distribuidores de Aço (Inda), suficientes para mais de três meses de vendas, igualmente são considerados normais.

De acordo com estatísticas do Instituto, em agosto a produção brasileira de aço bruto foi de 3,1 milhões de toneladas, com aumento de 14,1% sobre o resultado de agosto de 2020. A produção de laminados foi de 2,3 milhões de toneladas, com aumento de 25,7% na comparação anual. A produção de semiacabados para vendas alcançou 748 mil toneladas, 19,1% mais do que um ano antes.

Quanto às vendas internas, nos oito primeiros meses do ano alcançaram 16,0 milhões de toneladas, 34,2% mais do que as de igual período do ano passado. O consumo aparente – produção vendida no mercado interno mais importações – chegou a 18,8 milhões de toneladas entre janeiro e agosto, com aumento de 41,7% sobre os resultados dos oito primeiros meses de 2020.

“Os números mostram que a indústria brasileira do aço está produzindo e atendendo seus clientes em volumes superiores àqueles verificados antes do início da pandemia de covid-19”, afirmou o Instituto Aço Brasil.

No cenário internacional, os resultados da indústria brasileira de aço ao longo do ano têm sido suficientes para assegurar-lhe a manutenção da 9.ª posição do país entre os maiores produtores do mundo.

A China, que responde por 55,5% da produção mundial de aço, é, destacadamente, a primeira colocada nesse ranking.

A segunda colocada, a Índia, produz pouco mais de 10% do que o país líder da siderurgia mundial. Seguem-se Japão, Estados Unidos, Rússia, Coreia do Sul, Alemanha e Turquia. Logo atrás do Brasil, o Irã ocupa o décimo lugar entre os maiores produtores mundiais de aço.

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