Na pandemia, exportações recordes de café

Volume exportado em setembro, de 3,8 milhões de sacas – somados o café verde, solúvel e torrado e moído – é o maior para o mês em toda a história

Notas & Informações, O Estado de S.Paulo

18 de outubro de 2020 | 05h00

Num ano marcado pela pandemia, que afetou os negócios e a vida cotidiana em todo o mundo, as exportações brasileiras de café estão batendo recordes históricos. O volume exportado em setembro, de 3,8 milhões de sacas – somados o café verde, solúvel e torrado e moído – é o maior para o mês em toda a história e 8,6% maior do que o total embarcado um ano antes, de acordo com o relatório mensal do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé).

Também é expressiva a exportação nos três primeiros meses do ano-safra 2020/2021, iniciado em julho. No período, as vendas somaram 10,5 milhões de sacas, o maior volume dos últimos cinco anos e 1,7% maior do que o de igual período da safra anterior. A colheita de café entrou de forma expressiva no mercado em razão de seu volume e de sua qualidade, na avaliação do Cecafé.

A evolução das receitas em dólar tem sido igualmente expressiva. Em setembro, elas alcançaram US$ 458 milhões, com aumento de 3,6% em relação a igual mês de 2019. Em reais, o aumento foi bem maior, de 35,7%, em razão da valorização alcançada pelo dólar em relação à moeda nacional nos últimos meses.

O café arábica respondeu por 74,8% do total exportado em setembro, com 2,8 milhões de sacas. O café conilon (robusta) contribuiu com 17,7% das exportações e o solúvel, com 7,5%.

Os principais destinos do café no ano civil de 2020 têm sido os Estados Unidos (compra de 5,6 milhões de sacas e 18,5% do total), Alemanha (5,1 milhões e 16,8%) e Bélgica (2,4 milhões e 7,8%).

“Apesar dos fortes desafios gerados pela pandemia em 2020, é importante destacar que a cadeia do agronegócio café segue desempenhando suas atividades com alta qualidade e sustentabilidade, cumprindo rigorosamente as medidas de segurança e proteção dos colaboradores, segundo as regras da Organização Mundial da Saúde e das instituições públicas de saúde municipais e estaduais”, garante o presidente do Cecafé, Nelson Carvalhaes.

Os produtores e exportadores de café se dizem satisfeitos com os resultados das vendas externas até agora, que vêm propiciando um aumento expressivo das receitas em reais. Mas Carvalhaes observa que os resultados poderiam ser até 10% ou 15% maiores, “se não fossem os problemas logísticos de falta de contêineres e espaços nas embarcações”.

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