Nem atrasos e falta de chuva abalam a safra

Pujança do campo continua a assegurar resultados muito favoráveis na balança comercial do País

Notas & Informações, O Estado de S.Paulo

15 de maio de 2021 | 03h00

Falta de chuva, atraso na colheita da soja e, em consequência, o plantio de grande parte da área de milho da segunda safra fora do período ideal provocaram, em um mês, uma redução expressiva de 2,1 milhões de toneladas na projeção da produção nacional de grãos feita pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Mesmo assim, a safra 2020/2021 deve alcançar novo recorde, com 271,7 milhões de toneladas, de acordo com o oitavo levantamento feito pela Conab. Esse volume significa aumento de 5,7% sobre o total colhido na safra 2019/2020, ou 14,7 milhões de toneladas a mais sobre um resultado que foi o recorde anterior.

Esses números mostram a pujança do campo, que, em tempos de grandes dificuldades para a economia brasileira, continua a produzir de maneira altamente eficaz e a assegurar resultados muito favoráveis na balança comercial do País.

Graças ao desempenho do agronegócio, nesse momento impulsionado pela boa cotação internacional de seus principais itens, o Brasil mantém-se entre os cinco maiores exportadores de 30 itens de grande peso no comércio mundial.

As principais culturas da primeira safra, com exceção de milho e arroz, estão no encerramento da colheita, lembra o relatório da Conab. Para as culturas de segunda safra, como o feijão, predominam os estágios de floração e enchimento de grãos. Já quanto ao milho da segunda safra, o resultado dependerá das condições do clima, pois houve atraso na semeadura. O plantio das culturas de inverno se intensificou, mas os resultados dependerão das chuvas.

A área plantada deve ter aumento de 4,1%, alcançando 68,6 bilhões de hectares. A principal produção continuará sendo a de soja, com estimativa de colheita recorde de 135,4 milhões de toneladas, 8,5% ou 10,6 milhões de toneladas a mais do que na safra anterior. Esse volume assegura ao Brasil a condição de maior produtor mundial da leguminosa.

Para o milho, a produção total das três safras está estimada em 106,4 milhões de toneladas, com aumento de 3,7% sobre a safra anterior.

As projeções da Conab para o mercado internacional são muito favoráveis para os principais produtos. As exportações de soja, por exemplo, podem alcançar 85,6 milhões de toneladas, 3,3% mais do que no ano anterior. Se alcançado, esse resultado será novo recorde.

Tudo o que sabemos sobre:
agriculturamilhoarrozfeijão

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.