No comércio eletrônico, sinais de alento

Segmento com melhor desempenho tem sido o de bens duráveis, como os da chamada linha branca e os computadores

Notas & Informações, O Estado de S.Paulo

05 de janeiro de 2021 | 03h00

O comércio eletrônico trouxe alívio significativo para um segmento duramente atingido pelas medidas de restrição necessárias para o enfrentamento da pandemia, como o fechamento de lojas e centros comerciais. Em 2020, as vendas por meio eletrônico devem ter sido 32% maiores do que as de 2019, de acordo com a projeção da Pesquisa Conjuntural do Comércio Eletrônico (PCCE) da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). Em valores, o aumento do faturamento será de cerca de R$ 7 bilhões.

Os resultados do terceiro trimestre justificam as projeções. De julho a setembro, o faturamento do comércio eletrônico paulista foi 23,8% maior do que o de um ano antes. É um desempenho inferior ao do trimestre anterior (crescimento de 54,4% na comparação anual). Mas o resultado acumulado no ano passado até setembro mostra crescimento de 30,9% em relação a 2019.

Para o último trimestre do ano, a PCCE prevê desempenho melhor do que o do terceiro, por causa do aumento das vendas na Black Friday, em novembro, e da expectativa de crescimento do faturamento no período de Natal. A estimativa é de vendas totais de R$ 29,2 bilhões pelo comércio eletrônico paulista em 2020, ante R$ 22,1 bilhões em 2019 (que tinham sido 15% maiores que as de 2018).

O crescimento deve se manter em 2021. “Com mais consumidores se adaptando às compras online e em meio às incertezas diante de uma segunda onda da pandemia, o comércio eletrônico deve crescer 6% em 2021, atingindo a cifra de R$ 31,1 bilhões”, preveem os responsáveis pela PCCE.

O segmento com melhor desempenho tem sido o de bens duráveis, como os da chamada linha branca e os computadores. A PCCE atribui esse resultado à “necessidade de muitos lares na adaptação à rotina da quarentena, o que incluiu a compra de dispositivos eletrônicos e móveis”.

Para a Fecomercio SP, o comércio eletrônico foi fundamental para gerar renda e garantir a sobrevivência de empresas que tiveram de fechar suas portas no período crítico da pandemia. Além disso, diz a entidade, a expansão do comércio eletrônico aponta para a importância de promover a digitalização dos negócios e o estabelecimento de comunicações mais fluidas com os clientes por meios das redes sociais, aplicativos e marketplaces.

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