Novos mercados para produtos do agronegócio

Brasil, um dos mais importantes exportadores agrícolas do mundo, encontrou na pandemia a chance de ampliar os negócios

Notas & Informações, O Estado de S.Paulo

31 de julho de 2020 | 03h00

O isolamento social imposto pela pandemia do novo coronavírus afetou a atividade econômica em todo o mundo e dificultou, quando não impediu, a circulação de pessoas, mercadorias e serviços. Mas, por causa das restrições que provocou, a crise sanitária em escala mundial também impulsionou em diversos países, sobretudo os que importam volumes expressivos de alimentos, a busca de fornecedores no exterior e de entendimentos para facilitar o comércio desses bens, de modo a assegurar o abastecimento interno. Nesse ambiente criado pela covid-19 no mercado internacional, o Brasil, um dos mais importantes exportadores de produtos do agronegócio do mundo, vem procurando agir com a necessária presteza e tem alcançado resultados significativos.

São maiores do que de todo o ano passado os números acumulados em menos de sete meses de 2020 de conquista de novos mercados para diferentes produtos e de ampliação daqueles considerados tradicionais, onde já é forte a presença do País. De acordo com levantamento do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, neste ano já houve 50 iniciativas para abertura de mercado a produtos nacionais, ante 35 em 2019.

Apenas nas três primeiras semanas de julho foram dez medidas que asseguram mercado, principalmente na Ásia, para o produto brasileiro, especialmente carnes e subprodutos de proteínas. Entre os ganhos para o País está a permissão, pelo Egito, da entrada de carnes e produtos de carne de aves brasileiras. Mianmar liberou uma lista de itens originários do Brasil, entre os quais carne suína e seus derivados, sêmen bovino, bovinos vivos para abate e para reprodução, além de subprodutos para alimentação animal.

Em junho, Cingapura autorizou a entrada de sete produtos brasileiros, entre os quais ovos com casca, carne em conserva (de frango, bovina e suína) e itens pouco comercializados no mercado nacional, como carne em conserva de ganso e de peru. O Vietnã habilitou cinco plantas brasileiras para fornecer carne suína e de frango e o México credenciou seis frigoríficos para fornecer carne bovina.

Quanto a produtos vegetais, a Coreia do Sul abriu seu mercado para castanha de baru do Brasil, o Peru liberou a entrada de três plantas brasileiras (eucalipto, tillandsia e stevia) e o Irã aprovou a importação de folhas de tabaco do Brasil.

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