O avanço da tecnologia de informação

Mas há desafios: desigualdades econômicas e sociais, por exemplo, dificultam o acesso a tecnologias digitais

Notas & Informações, O Estado de S.Paulo

21 de setembro de 2021 | 03h00

A participação do setor de tecnologia de informação e comunicação no valor adicionado da economia do Estado de São Paulo vem crescendo nos últimos anos e alcançou 5,6% do total em 2018. Estudo inédito da Fundação Seade para mensurar o peso do setor na geração de riqueza no território paulista mostra que, ao contrário do que se observa no resto do País, no qual seu peso é de 2,5% (era de 3,7% em 2002), esse segmento se mantém dinâmico no Estado e conta com fatores positivos para assim se manter no futuro.

São fatores como a concentração de instituições de ensino de ponta, a existência de cursos técnicos de capacitação, a qualificação profissional, a localização de empresas líderes em território paulista e a instalação no interior (Campinas, São José dos Campos e São Carlos) dos principais institutos tecnológicos do País.

Mas há desafios. A demora na aprovação do edital do leilão de tecnologia 5G limita oportunidades de investimentos. A dependência de fornecedores externos de semicondutores, hoje escassos no mercado, igualmente preocupa. Desigualdades econômicas e sociais dificultam o acesso a tecnologias digitais.

O estudo mostra que, em São Paulo, o setor vem seguindo o movimento dos grandes atores globais, que utilizam de maneira crescente tecnologias digitais para ganhar eficiência e competitividade.

A cadeia produtiva do setor inclui a produção de software, serviços de consultoria e apoio técnico ao setor, telecomunicações (tratamento de dados, telefonia, informação na internet, portais, provedores e televisão por assinatura). Computam-se também produção de equipamentos, comércio de produtos de tecnologia de informação e comunicação, construção de infraestrutura e produção familiar de tecnologias do setor.

Neste século, a maior participação do setor no PIB paulista foi de 6,1%, em 2008. Nos últimos anos, atividades relativas à voz e TV por assinatura vêm diminuindo sua participação, por causa da redução do uso de telefonia por fio e dos negócios de TV a cabo, que vem perdendo espaço para plataformas de streaming.

A modernização e a digitalização de empresas, de outro lado, impulsionam os segmentos de produção de softwares e de serviços de consultoria e apoio técnico em tecnologia de informação e comunicação.

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