O bom hábito de fazer reserva financeira

Em outubro, o porcentual de brasileiros que conseguiram separar algum dinheiro para o futuro aumentou para 22%

O Estado de S.Paulo

09 de janeiro de 2019 | 04h00

O porcentual de brasileiros que conseguiram separar algum dinheiro para o futuro aumentou de 17% para 22% entre setembro e outubro do ano passado, segundo o Indicador de Reserva Financeira da Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil).

Ainda que o valor reservado pareça pequeno – em média, de R$ 591,70 –, é um bom sinal, pois, sem dispor de alguma poupança, as pessoas ficam à mercê da sorte e impossibilitadas de enfrentar contratempos ou de aproveitar oportunidades de consumo ou de investimento.

Entre os que reservam recursos, 60% costumam aplicar a sobra em depósitos de poupança. Alguns (24%) declararam deixar o dinheiro em casa. São menores os porcentuais dos que aplicam em fundos de investimento (6%), previdência privada (6%), Tesouro Direto (6%), ações negociadas em Bolsa (4%) ou certificados de depósito bancário (3%).

Nada menos de 30% dos entrevistados declararam ter preferido a caderneta de poupança ou guardar dinheiro em casa por desconhecimento sobre as melhores opções de aplicação ou pela facilidade de mobilizar os recursos. A economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, entende que há uma certa acomodação dos poupadores ou falta de informação. Buscar uma boa aplicação “implica, muitas vezes, disciplina e um esforço de pesquisa dos melhores tipos de investimentos existentes”, diz ela.

Das 800 pessoas pesquisadas em 12 capitais, com idade superior a 18 anos, a maioria (63%) declara ter renda baixa ou falta de renda, não havendo sobra para fazer reserva financeira; 14% declararam ter sofrido problemas imprevistos; e 13% têm dificuldades para controlar gastos e cultivar a disciplina necessária para poupar.

Parece evidente a necessidade de fortalecer a educação financeira das pessoas, para evitar o alto número de devedores que não conseguem quitar dívidas e sofrem constrangimentos, como corte da energia elétrica, de água ou de telefone.

Entre os poupadores habituais, 50% justificam a reserva pelo risco de enfrentar imprevistos e 30% querem oferecer um futuro melhor para a família. A necessidade de preparar a aposentadoria é citada por apenas 16% dos que constituem reservas. Os brasileiros entrevistados parecem se dar por satisfeitos com a aposentadoria pela Previdência Social.

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