O crescimento das vendas de imóveis novos na capital

O fato de as vendas acumuladas em 12 meses até fevereiro terem alcançado 52.886 unidades, um recorde na série do Secovi-SP, mostra a persistência e o vigor da recuperação

Notas & Informações, O Estado de S.Paulo

04 de abril de 2021 | 03h21

Com a venda de 5.009 unidades novas na cidade de São Paulo, o setor imobiliário teve neste ano o melhor resultado para o mês de fevereiro desde que o Secovi-SP, o sindicato da habitação, começou sua série de estatísticas do mercado paulistano.

É uma recuperação notável num mercado que, em abril do ano passado, no momento em que sofria as piores consequências do início da pandemia, registrou a comercialização de 1.923 imóveis, pouco mais de um terço do número alcançado em fevereiro. O fato de as vendas acumuladas em 12 meses até fevereiro terem alcançado 52.886 unidades, um recorde na série do Secovi-SP, mostra a persistência e o vigor da recuperação.

Dois fatores são apontados pelo economista-chefe do Secovi-SP, Celso Petrucci, para esse bom desempenho em fevereiro. Um deles é o fato de, em 2021, não ter havido carnaval, o que, na sua interpretação, levou famílias interessadas em adquirir um imóvel a visitar os estandes de vendas.

E estes estavam repletos de ofertas – eis o segundo fator para as vendas expressivas do mês –, por causa do grande número de lançamentos, que se concentraram em dezembro. Nos primeiros sete meses do ano passado, os lançamentos mensais mal chegaram a 2,6 mil unidades. Houve forte alta em agosto, com 8.039 unidades lançadas, mas o total de dezembro, com o lançamento de 22.584 imóveis, foi muito superior. Essas unidades, as que vieram dos meses anteriores e as que chegaram depois abasteceram abundantemente as ofertas no mês de fevereiro.

Pode-se acrescentar a esses dois fatores a gradual recuperação da confiança das famílias com relação à sua renda futura, visto que a compra de imóvel geralmente implica compromissos financeiros de longo prazo.

Há, porém, algumas mudanças nesse cenário. A diretoria do Secovi-SP observa que os atendimentos vêm seguindo com rigor os protocolos sanitários. Mas a regressão do Estado de São Paulo para a fase mais restritiva à circulação e aglomeração de pessoas pode ter afetado os resultados de março.

Além disso, como observou o presidente do Secovi-SP, Basilio Jafet, “a velocidade de imunização é decepcionante” e só agora o governo federal parece ter se dado conta do tamanho da crise que afeta a vida das famílias e a atividade econômica. 

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