O dinamismo no comércio de serviços

Comércio exterior de serviços estimula a geração de renda e a evolução dos métodos produtivos e de gerenciamento da produção

Notas & Informações, O Estado de S.Paulo

25 de junho de 2021 | 03h00

Além de vir assegurando uma situação confortável para as contas externas do País, a balança comercial vem passando por um processo de modernização não facilmente perceptível nas estatísticas agregadas. Há uma firme sofisticação da pauta brasileira de comércio exterior, tanto do lado das exportações como das importações. Trata-se do aumento paulatino dos serviços no total comercializado.

E aumenta mais rapidamente a fatia dos serviços considerados modernos do que a dos serviços tradicionais, como mostra o relatório Comércio Exterior Brasileiro de Serviços lançado há pouco pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia e que será publicado anualmente.

É um dado duplamente positivo. O comércio exterior de serviços estimula a geração de renda e a evolução dos métodos produtivos e de gerenciamento da produção. No caso brasileiro, há maior dinamismo no comércio de serviços do que de bens; e, entre os serviços, os modernos superam os tradicionais, indicando inserção mais intensa do País no mercado mundial mais dinâmico e promissor.

Os serviços modernos incluem seguros; serviços financeiros; telecomunicação, computação e informações; serviços de propriedade intelectual; e outros serviços de negócios. Os tradicionais são transporte, viagens, construção e serviços culturais, pessoais e recreativos.

O relatório da Secex, baseado em registros do Banco Central, mostra que as exportações de serviços modernos passaram a ter maior dinamismo do que as dos tradicionais em 2006. Desde então, a fatia dos modernos na pauta de exportações tem ficado cada vez maior do que a dos tradicionais. Na pandemia, a tendência se manteve, com aceleração da expansão da fatia dos modernos e queda mais acentuada da dos tradicionais.

Do lado das importações, esse comportamento (crescimento da fatia dos produtos modernos importados e redução da parcela dos tradicionais) passou a ser observado em 2014. A pandemia acentuou fortemente a tendência.

“A crescente participação de serviços modernos ocorre em todo o comércio mundial em países de diferentes níveis de renda”, observa o relatório da Secex. Os serviços respondem por cerca de metade dos empregos no mundo. E uma fatia cada vez maior de novos empregos surge nesse setor.

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