O otimismo crescente dos consumidores

Perspectiva de consumo das famílias aferida pela pesquisa da CNC cresceu 5,6% em agosto na comparação com julho

Notas & Informações, O Estado de S.Paulo

27 de agosto de 2021 | 03h00

O alívio das medidas restritivas exigidas pelo combate à pandemia de covid-19 e o gradual retorno à normalidade social e econômica estão instilando otimismo nos consumidores. A perspectiva de consumo aferida pela pesquisa Intenção de Consumo das Famílias da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) cresceu 5,6% em agosto, na comparação com julho, e alcançou o melhor resultado desde maio do ano passado. Esse foi o componente do índice geral da CNC que mais cresceu em agosto, o que “revelou melhora na percepção dos brasileiros em relação a compras no segundo semestre”, diz o estudo.

O índice geral subiu 2,1% em agosto em relação a julho e 6,1% em relação a igual mês do ano passado, alcançando 70,2 pontos. É o nível mais alto desde abril deste ano, mas, como destaca a CNC, continua abaixo dos 100 pontos, marca que separa o nível de satisfação do de insatisfação.

Ressalte-se, porém, que o índice de intenção de consumo está abaixo da marca de separação desde 2015, quando a economia brasileira entrou em recessão. A lenta recuperação observada a partir de 2017 foi interrompida pela pandemia e a retomada observada neste ano deve ser pouco mais do que suficiente para repor as perdas do ano passado.

No geral, porém, a pesquisa mostra que o consumidor está reconquistando o otimismo. Uma das expectativas captadas pela pesquisa da CNC é a de que o ambiente econômico está mais positivo, quadro que deve se prolongar até o fim do ano. “A população tem se sentido mais segura para consumir, seja no ato de sair de casa para comprar ou gastar, com a confiança de que vai haver salário no fim do mês”, avalia o presidente da CNC, José Roberto Tadros.

Essa confiança depende, obviamente, do controle da pandemia, por meio de cuidados de higiene e de prevenção. Quanto menores os riscos de contágio, maior a confiança dos consumidores e melhor o desempenho dos segmentos que dependem da presença de clientes. As expectativas são boas para esses segmentos.

O setor de shopping centers, por exemplo, espera alta de vendas de quase 60% neste ano. Este foi um dos segmentos mais atingidos pela pandemia e, mesmo que alcance esse resultado, ainda ficará num nível inferior ao registrado em 2019, antes da chegada da covid-19.

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