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O que explica o otimismo da indústria

Índice de confiança, apurado pela Confederação Nacional da Indústria, atingiu 63,8 pontos, bem acima da média histórica

Editorial Econômico, O Estado de S.Paulo

27 Dezembro 2018 | 05h00

Consolidou-se, em dezembro, a expectativa favorável das empresas industriais observada em novembro, permitindo que 2019 comece com bons augúrios para o setor secundário da economia. O Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei), apurado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), atingiu 63,8 pontos, bem acima da média histórica de 54,2 pontos e dos 58,3 pontos alcançados em dezembro de 2017.

O levantamento da CNI revelou que melhoraram expressivamente as condições presentes da indústria, confirmando outras informações positivas divulgadas nos últimos dias, relativas aos serviços e ao comportamento do Produto Interno Bruto (PIB), avaliado pelo IBC-Br do Banco Central.

O índice de condições atuais do Icei atingiu 53,5 pontos em dezembro, superior à marca de 50 pontos que separam os campos positivo e negativo. Em outubro, esse índice acusava apenas 45,8 pontos, o que mostra a intensidade da recuperação em apenas dois meses. É possível que as perspectivas de maior liberalização da economia esperadas para 2019 estejam contribuindo para aumentar a confiança dos empresários industriais. A possibilidade de uma retomada mais forte da economia também parece estar presente nos indicadores da CNI.

O comportamento mais positivo do Icei foi registrado no indicador de expectativas, que atingiu 68,9 pontos e é o maior desde abril de 2010. Em dezembro de 2017, esse índice registrava 61 pontos.

A confiança cresceu em empresas de todos os portes, mas a evolução foi mais expressiva, em dezembro, nas pequenas e médias companhias. Nas grandes empresas, com maior grau de informação, o crescimento da confiança já era registrado.

Segundo nota da CNI, “a confiança aumentou sobretudo entre os empresários da indústria extrativa e da construção”. Esse é outro sinal positivo, pois a construção civil é forte geradora de emprego e responsável por parcela significativa da formação bruta de capital fixo (FBCF ou taxa de investimento). A confiança dos empresários cresceu em todo o País, liderada pela Região Sul (66,1 pontos). A menor pontuação (61,3 pontos) foi registrada no Nordeste.

Se inflação e juros em queda já ajudavam a retomada da economia em geral e da indústria em particular, o aumento da confiança poderá confirmar um cenário mais promissor.

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