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O resultado das concessões em infraestrutura

O País tem, de fato, projetos novos e em andamento que interessam aos investidores, pelas possibilidades de rentabilidade

Notas & Informações, O Estado de S.Paulo

13 de abril de 2021 | 03h00

O compromisso, assumido pelas empresas vencedoras, de investir R$ 10 bilhões nos próximos anos na melhoria e ampliação de aeroportos, ferrovia e terminais portuários assegura, por si só, o êxito da rodada de concessão de 28 projetos de infraestrutura realizada na semana passada. A arrecadação, pelo governo, de R$ 3,5 bilhões é outro indicador dos resultados do que o Ministério da Infraestrutura chamou de Infra Week, pois todos os leilões foram na semana passada, de quarta a sexta-feira.

“O Brasil tem tudo o que o investidor quer e tem oferecido bons projetos”, disse o ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, ao final das disputas do primeiro dia, que incluiu grupos de aeroportos das Regiões Sul, Norte e Centro do País. No caso dos aeroportos, todos os blocos receberam propostas com ágio alto. No Bloco Central, o ágio chegou a 9.156%.

O País tem, de fato, além de enorme carência de investimentos em infraestrutura para melhorar a eficiência da economia, projetos novos e em andamento que interessam aos investidores privados, pelas possibilidades de rentabilidade que oferecem no longo prazo.

Mas a participação de empresas particulares num setor cujos investimentos são, em geral, de longo prazo de maturação está condicionada não apenas à oferta de bons projetos. Depende também de regras claras; compromisso firme de que elas serão respeitadas no longo prazo; ambiente de relativa estabilidade econômica, fiscal e financeira; e confiança.

Quando essas condições, ou boa parte delas, estão presentes, nem mesmo um cenário de crise, como a provocada pela pandemia, é forte o bastante para afastar interessados.

“A pandemia pouco explica a trajetória de demanda nos próximos 30 anos”, disse Marco Cauduro, presidente do Grupo CCR, que arrebatou dois dos três blocos de aeroportos (o Sul e o Central) ofertados.

Na quinta-feira, foi realizado o leilão do trecho de 537 quilômetros da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol), na Bahia, entre as cidades de Ilhéus e Caetité. Na sexta-feira, último dia de leilão, foram ofertados quatro terminais portuários em Itaqui, no Maranhão, e um em Pelotas, no Rio Grande do Sul.

O ministro Tarcísio de Freitas disse que, até o fim do ano, mais 22 ativos serão leiloados, com investimentos estimados em R$ 84 bilhões.

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