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O retorno dos investimentos externos

Projeções mais recentes do Banco Central são de ingresso de IDP no valor de US$ 60 bilhões no ano

Redação, O Estado de S.Paulo

02 de maio de 2021 | 02h19

Com os resultados contabilizados até a quarta semana de abril, os técnicos do Banco Central avaliam que o fluxo de investimentos diretos no País (IDP), considerados a fonte mais estável para o financiamento das contas externas, está se normalizando. O ingresso de IDP em março somou US$ 6,9 bilhões, elevando para US$ 39,3 bilhões o acumulado dos últimos 12 meses, maior do que o valor que ingressou no País em 2020, de US$ 34,2 bilhões. 

A estimativa para abril é de US$ 4,9 bilhões. O chefe do Departamento de Estatísticas do Banco Central, Fernando Rocha, observou que o ingresso está mostrando o retorno desse tipo de investidor ao Brasil. “A tendência é de que o IDP aumente na medida em que houver normalização na economia, tanto no Brasil como no resto mundo, para que as empresas levantem recursos para realizarem esses investimentos.”

Projeções mais recentes do Banco Central são de ingresso de IDP no valor de US$ 60 bilhões no ano. Desde 2015, de maneira ininterrupta, os investimentos diretos que chegam ao País têm sido mais do que suficientes para cobrir os saldos negativos nas transações correntes das contas externas. Embora tenham diminuído expressivamente no ano passado em comparação com o resultado de 2019 (quando totalizaram US$ 69,2 bilhões), esses investimentos foram, novamente, maiores do que o déficit em transações correntes.

Em 2021, apesar de uma relevante mudança na contabilização das estatísticas de comércio exterior – razão pela qual o déficit em transações correntes em 12 meses até fevereiro passou de US$ 6,9 bilhões para US$ 18,1 bilhões –, que levou ao déficit de US$ 3,97 bilhões em março, o ingresso de IDP deve, novamente, compensar o eventual déficit em conta corrente do balanço de pagamentos.

O quadro externo deve permanecer sem gerar problemas adicionais a uma economia já cheia deles, como o baixo ritmo da recuperação, o desemprego em níveis recordes e dúvidas persistentes sobre a consistência da política fiscal, entre outros.

Boa parte dos resultados das contas externas é afetada pela pandemia do novo coronavírus. 

A conta de viagens internacionais, por exemplo, que resulta do saldo entre o que os brasileiros gastam no exterior e os estrangeiros deixam no País, teve déficit de apenas US$ 100 milhões em março. Um ano antes, tinha sido de US$ 227 milhões.

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