O turismo em São Paulo vai se recuperando

Em julho, o crescimento foi de 18,4% na comparação com junho, de acordo com o Índice Mensal de Atividade do Turismo de São Paulo (Imat-SP)

Notas & Informações, O Estado de S.Paulo

08 de setembro de 2021 | 04h00

É lenta, mas consistente, a recuperação do turismo na cidade de São Paulo. Em julho, o crescimento foi de 18,4% na comparação com junho, de acordo com o Índice Mensal de Atividade do Turismo de São Paulo (Imat-SP), calculado pelo Conselho de Turismo da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), em parceria com a SPTuris.

É a terceira alta mensal consecutiva. Desde abril, quando começou o ciclo de crescimento, o aumento acumulado é de 64,1%. Na comparação com o desempenho de um ano antes, o turismo paulistano cresceu 85,1%. Mas, nesse caso, a base de comparação é muito baixa, pois julho de 2020 foi um dos piores meses para o setor desde o início da pandemia.

As férias escolares e a redução das restrições na capital contribuíram para o crescimento em julho. O faturamento aumentou 48,9% em relação a junho e os setores de eventos, meios de hospedagem, agências e operadoras turísticas cresceram no mês.

O movimento nos aeroportos da capital e região (o estudo inclui Viracopos) cresceu 42,8% e nas rodoviárias, 23,9%. A taxa de ocupação dos hotéis aumentou 11,8% e alcançou 76,3 pontos, o mais alto desde fevereiro de 2020. Para os hotéis, o efeito da pandemia parece superado.

Com esses resultados, o número-índice que mede a atividade turística em São Paulo chegou a 63,3 pontos, o mais alto desde março de 2020.

Esses bons resultados podem se acentuar à medida que a vacinação avance e as restrições exigidas para conter a covid-19 sejam suavizadas. No momento, porém, eles são insuficientes para compensar o que se perdeu na pandemia.

Restam, decerto, desafios e incertezas que o turismo paulistano e das demais regiões precisa encarar. O avanço da variante Delta da covid-19, embora não tão assustador quanto se chegou a temer, ainda mostra que a crise sanitária persiste e exige cuidados redobrados de todos. O quadro econômico é igualmente preocupante, com a aceleração da inflação, a persistência de altas taxas de desemprego e política fiscal sem rumo claro.

Mas há também fatores positivos. “Nos próximos meses, com a autorização para a realização de eventos, é muito provável que haja melhora ainda maior”, prevê a presidente do Conselho de Turismo da FecomercioSP, Mariana Aldrigui.

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