O varejo deu sinais de vitalidade

Grandes redes comemoraram volume de vendas na Black Friday e tentaram transmitir a ideia de que, se houve uma antecipação previsível das vendas do fim de ano, ela não foi forte o bastante para reduzir as projeções para o Natal e o ano-novo

Notas & Informações, O Estado de S.Paulo

03 de dezembro de 2019 | 04h00

A agressividade da propaganda impressa e eletrônica nos dias próximos à chamada Black Friday – como é conhecido o dia das promoções do varejo no fim de novembro – parece ter dado bons resultados. Grandes redes de varejo comemoraram o volume de vendas e procuraram transmitir a ideia de que, se houve uma antecipação previsível das vendas do fim de ano, ela não foi forte o bastante para reduzir as projeções para o Natal e o ano-novo.

Há motivos econômicos fortes para explicar o interesse dos consumidores que acorreram aos shopping centers, ao comércio varejista e às vendas por meios eletrônicos nos últimos dias, em busca de bons preços.

O primeiro é o pagamento de parte do 13.º salário no último dia útil de novembro – coincidentemente, o dia da Black Friday.

Segundo, os consumidores tiveram, há dias, alguma folga orçamentária com a liberação de recursos disponíveis nas contas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). 

Terceiro – e, eventualmente, tão ou mais importante que os dois primeiros –, houve uma melhora recente dos rendimentos do trabalho.

Segundo a última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a massa salarial cresceu 2,6% reais entre os trimestres agosto/outubro de 2018 e de 2019, após um período de desaceleração. Isso permitiu que os consumidores tivessem mais confiança no momento de decidir se comprariam ou não uma mercadoria. 

Executivos de empresas varejistas de porte como Magazine Luiza e Via Varejo expressaram satisfação com as vendas realizadas no fim de novembro, afirmando que foram significativos os aumentos comparativamente a igual período do ano passado. 

O varejo online parece ter contribuído para os resultados. Segundo a empresa de inteligência de mercado Compre&Confie, as vendas no chamado e-commerce nos dias 28 e 29 de novembro cresceram 30,9% em relação aos mesmos dias do ano passado. Ao todo, 6,11 milhões de compras online foram realizadas, com destaque para moda e acessórios, entretenimento, beleza, perfumaria e saúde, eletrodomésticos e ventilação e telefonia.

Nos próximos dias será possível saber se o aumento das vendas foi disseminado, alcançando todo o Brasil.

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