Os recordes da arrecadação federal em março

Arrecadação alcançou R$ 137,9 bilhões, com aumento real de 18,49% sobre março do ano passado

Notas & Informações, O Estado de S.Paulo

22 de abril de 2021 | 03h00

A presença, pelo segundo mês consecutivo, do ministro da Economia, Paulo Guedes, no anúncio da arrecadação tributária da União, ato normalmente cumprido por técnicos da Receita Federal, mostra a importância dada pelo governo aos resultados. São, de fato, números exuberantes.

Em março, a arrecadação federal alcançou R$ 137,9 bilhões, com aumento real de 18,49% sobre março do ano passado. Também o resultado acumulado nos três primeiros meses do ano foi expressivo, tendo alcançado R$ 445,9 bilhões, com aumento real de 5,64% sobre o resultado do primeiro trimestre de 2021, período ainda não afetado pela pandemia. Os dois números são os maiores para o período desde 1995, quando a Receita adotou os critérios hoje utilizados na aferição da arrecadação.

“Superamos as melhores expectativas de arrecadação de impostos em março”, comemorou Guedes, que destacou os recordes no mês e no trimestre, com aumentos reais expressivos. “Isso mostra que realmente o Brasil se levantou”, completou o ministro. “Foi derrubado pela pandemia, mas se levantou em V (queda acentuada seguida de recuperação igualmente acentuada).”

Segundo a Receita, parte do resultado de março é explicada por fatores não recorrentes, isto é, que não se repetirão nos próximos resultados mensais. Entre esses fatores são apontados os recolhimentos extraordinários de R$ 10,5 bilhões do Imposto de Renda Pessoa Jurídica e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido no primeiro trimestre, ante R$ 2,8 bilhões um ano antes.

Analistas do mercado financeiro apontam também a desvalorização cambial observada até agora, que encareceu o valor dos produtos importados e, assim, fez crescer o valor do tributo sobre eles. Também a valorização, no mercado internacional, de bens importados teve esse efeito.

O ministro da Economia apontou as vendas do comércio e a recuperação do setor de serviços, atingindo ou superando o nível de antes da pandemia, como sinais de que a economia se recupera bem.

A arrecadação de março reflete a atividade econômica em fevereiro. Técnicos da Receita avaliam que a de abril também está tendo bom desempenho. Mas o cenário neste mês ficou mais incerto, com medidas mais fortes para conter a pandemia, o que pode afetar resultados futuros.

Tudo o que sabemos sobre:
Paulo GuedesimpostoReceita Federal

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.