Perspectivas mais favoráveis para o setor de imóveis

Previsão de sindicato de habitação é de recuperação do mercado de imóveis de São Paulo, com crescimento das vendas de 10% em 2019

O Estado de S.Paulo

01 de março de 2019 | 04h00

Depois de figurar entre os segmentos mais atingidos pela recessão, só apresentando sinais de reação a partir do ano passado, o mercado de imóveis de São Paulo deverá se recuperar, com crescimento das vendas de 10% em 2019, em decorrência da alta dos preços do metro quadrado. Foi o que previu o presidente do sindicato da habitação (Secovi-SP), Basílio Jafet, ao registrar sinais de retomada do setor imobiliário paulistano em 2018.

Houve, no ano passado, nítido contraste entre a evolução dos lançamentos e das vendas de imóveis. Os lançamentos residenciais, segundo a Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp), foram de 32,8 mil unidades na cidade de São Paulo, superando em 4% os resultados de 2017. Já a recuperação da comercialização, medida pela Pesquisa do Mercado Imobiliário do Secovi-SP (PMI), foi muito mais evidente, alcançando 29,9 mil unidades, número superior em 27% ao de 2017 e também maior que a média anual de 23,6 mil unidades vendidas entre 2004 e 2018.

A alta de preços prevista para 2019 decorre, segundo Jafet, dos custos crescentes das construtoras sujeitas às regras do Plano Diretor do Município, além de outorgas, mão de obra e materiais, o que já vinha ocorrendo em 2018. Os incorporadores constataram uma elevação de preços dos lotes edificáveis. Não são bons sinais para os compradores de imóveis.

Moradias com áreas de até 45 metros quadrados predominaram nos lançamentos de 2018, dos quais 65% relativos a unidades com dois dormitórios. O destaque foram as moradias de menor valor, classificadas como “econômicas” na pesquisa do Secovi-SP, cujos lançamentos aumentaram de 11.536 moradias em 2017 para 14.382 moradias em 2018. Trata-se, em sua maioria, de habitações incluídas no programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) do governo federal.

As vendas de imóveis na capital em 2018 ainda foram inferiores às registradas em 2007 (quando foram comercializadas 36,6 mil unidades), 2008, 2009 e 2010, bem como de 2013 (33,3 mil residências). Mas já permitiram uma diminuição dos estoques, o que estimula novos lançamentos.

A continuidade da recuperação esboçada no ano passado dependerá da existência de recursos para financiar a construção e os mutuários finais. A oferta insatisfatória de verbas no programa MCMV poderá afetar a retomada em 2019.

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