PIB cresce mais comparado a 2017, diz a FGV

Comparação mostra que há um crescimento consistente desde maio de 2017, com a única variação negativa em maio de 2018 em razão da greve dos caminhoneiros

Redação, O Estado de S.Paulo

21 Dezembro 2018 | 03h00

Embora os resultados de outubro não possam ser considerados bons, o mesmo não se aplica à comparação entre o Produto Interno Bruto (PIB) de 2017 e de 2018, segundo o Monitor do PIB-FGV, publicação mensal do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getúlio Vargas (FGV). “A comparação interanual mostra que há um crescimento consistente desde maio de 2017 de 1,4% ao mês em média, com a única variação negativa em maio de 2018 em razão da greve dos caminhoneiros”, disse o coordenador do estudo, economista Claudio Considera.

Na comparação com igual mês de 2017, o grande destaque foi o crescimento de 12,6% da agropecuária. Os transportes avançaram 3,4%, os serviços imobiliários tiveram aumento de 3,3% e o segmento extrativo mineral cresceu 3%. Por igual critério de comparação, a construção caiu 0,6%, os impostos cederam 0,4% e os serviços de informação recuaram 0,2%.

Pelo critério de evolução do PIB no trimestre móvel, o aumento foi de 1,2%. A alta atinge 1,7% quando se compara outubro de 2017 com outubro de 2018. É um bom indicador, embora tivesse atingido 3,5% em abril, melhor mês de 2018 e anterior à greve no transporte.

O consumo das famílias caiu entre os meses de maio, junho e julho e depois se recuperou, influenciado pelo consumo de bens duráveis, em especial de veículos.

O que se destaca como elemento determinante das oscilações do PIB é a dependência exagerada do transporte rodoviário, que determina a queda de maio. Um dos únicos componentes da demanda agregada que cresceu sem interrupção desde outubro de 2017, pelo critério de trimestre móvel, é a formação bruta de capital fixo, mas o ritmo de alta foi mais forte por causa da importação de máquinas e equipamentos, alavancada pelo alto valor das plataformas de petróleo, em que houve mudanças dos critérios de aferição de dados.

O resultado menos animador do estudo diz respeito à relação entre a taxa de investimento e o PIB verificada nas últimas duas décadas. Entre janeiro de 2000, quando atingiu 18,3%, e outubro de 2018, quando essa taxa foi avaliada em 18,2% pela FGV, a relação pouco variou. Ou seja, o Brasil patina no que diz respeito à formação bruta de capital fixo. Sem que essa relação suba para algo como 25%, o crescimento futuro da economia continuará comprometido.

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