PIB do Estado de São Paulo avança 2,3%

O Estado de São Paulo sai na frente nesta fase de retomada da economia

O Estado de S. Paulo, O Estado de S.Paulo

30 Dezembro 2018 | 05h00

Sendo o Estado mais rico do País, com uma economia diversificada e com recursos humanos mais qualificados, o Estado de São Paulo sai na frente nesta fase de retomada da economia. Segundo dados divulgados pela Fundação Seade, órgão vinculado à Secretaria de Planejamento e Gestão do Estado de São Paulo, o Produto Interno Bruto (PIB) paulista deve aumentar 2,3% em 2018, um ponto porcentual acima da projeção da taxa de crescimento de 1,3% do PIB nacional, como consta do boletim Focus do Banco Central (BC), que se baseia na média das projeções de analistas de instituições financeiras.

Não é a primeira vez que isso se verifica. Em 2017, o Seade estimou avanço de 1,6% do PIB do Estado de São Paulo, enquanto o PIB brasileiro, calculado pelo IBGE, teve crescimento de 1,0%. A base de comparação com o ano anterior do PIB paulista não é tão baixa como seria de supor, o que torna mais significativo o resultado obtido em 2018.

O setor que mais se destacou na economia paulista no ano foi o comércio, com crescimento de 4,2%. Isso revela uma recuperação apreciável do consumo no maior mercado interno do País (o Estado tem hoje 44 milhões de habitantes), contando com diversos estabelecimentos que atraem compradores de fora e estão aptos a atender encomendas internas e externas de produtos diversos por meio do e-commerce.

Em seguida vem o setor de serviços, que avançou 2,3% no decorrer do ano. A capital e outros grandes centros do interior do Estado, embora continuem sendo importantes polos industriais, vêm-se transformando cada vez mais em centros de serviços, atraindo visitantes para atendimento médico ou para a utilização de serviços de institutos ou entidades tecnológicos mais avançados.

Embora tenha ficado aquém do que seria de esperar, o desempenho do setor industrial no Estado foi positivo, ficando em 1,8%. O nível de atividade poderia ter sido mais intenso não fosse a greve dos caminhoneiros em maio, que afetou a indústria de transformação. Entre outros fatores negativos para o setor, a Seade menciona o recuo da indústria extrativa mineral e, especialmente, da construção civil, que está à míngua, tendo tido retração de 0,2% em 2018.

Já a agricultura, que também é muito relevante no Estado, teve um aumento de 2,8%.

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