PIB paulista sobe 1,6% até novembro

Atividade econômica do Estado pode ter fechado o ano acima do PIB nacional, que não deve ter crescido mais do que 1,3%

O Estado de S.Paulo

05 de fevereiro de 2019 | 04h00

A economia paulista vem se recuperando a um ritmo um pouco mais acelerado que a economia nacional, como indicam dados recentes da Fundação Sistema de Análise de Dados (Seade), vinculada à Secretaria de Governo do Estado São Paulo. O Produto Interno Bruto (PIB) paulista teve expansão de 0,8% em novembro diante de outubro, pelos cálculos da Seade, enquanto o PIB brasileiro cresceu apenas 0,3% no mesmo período, de acordo com a Fundação Getúlio Vargas (FGV).

No acumulado dos últimos 12 meses até novembro, o produto real da economia paulista avançou 1,8%. Já de janeiro a novembro a taxa é menor, ficando em 1,6%. De qualquer forma, mantida a mesma tendência em dezembro, o PIB do Estado de São Paulo pode ter fechado o ano acima do PIB nacional, que, segundo projeções tanto da FGV como do Banco Central (BC), não deve ter crescido mais do que 1,3%.

Essa reação da economia do Estado de São Paulo, que responde por mais de um terço do PIB nacional, foi puxada pelo setor de serviços, que aumentou 1,9% nos últimos 12 meses, seguido de um avanço de 1,3% da indústria. Em novembro, em comparação com o mesmo mês de 2017, os serviços cresceram 2,0% e foram verificadas variações negativas na indústria (-2,9%) e na agropecuária (-7,9%).

Os números mostram a força de São Paulo como polo de serviços, atraindo demanda de todo o País. Isso se explica não apenas pelo alto nível do sistema de saúde e hospitalar e uma boa hotelaria, como pelo desenvolvimento tecnológico, aliado a uma infraestrutura que funciona bem, apesar de percalços, o que fortalece a posição de São Paulo como centro de distribuição de mercadorias.

Paralelamente, a indústria paulista, embora muito afetada ultimamente por uma redução de encomendas, vem buscando modernizar-se para poder competir mais eficazmente com a produção importada.

Os resultados poderiam ser melhores, mas a taxa de crescimento em 12 meses da economia do Estado vem diminuindo sistematicamente desde julho, como adverte a Seade. A expectativa é de que o otimismo demonstrado pelos empresários no começo do ano, expresso no aumento das decisões de investir, permita que a economia paulista, juntamente com a nacional, tenha uma arrancada de ora em diante, deixando para trás uma fase de recuperação ainda morna.

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