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Por que cai a intenção de consumo

Fragilidade da economia e dificuldades na retomada do crescimento geram desconfiança na capacidade de recuperação até o fim do ano

Notas & Informações, O Estado de S.Paulo

29 de maio de 2021 | 03h00

A intenção de consumo das famílias brasileiras caiu em maio, pelo segundo mês consecutivo. A repetição do resultado negativo do indicador Intenção de Consumo das Famílias (ICF), apurado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, sugere a persistência de certa desconfiança dos consumidores com relação à sua condição financeira nos próximos meses.

Mas o ICF de maio contém outras duas características um tanto desalentadoras. Por causa do Dia das Mães, maio costuma ser o segundo melhor mês para o comércio em todo o ano, mas, mesmo assim, o resultado foi pior do que o de abril. E o dado de maio de 2021 é o pior para o mês de toda a série de pesquisa, iniciada há mais de dez anos. Em relação a igual mês do ano passado, quando as consequências da pandemia assombravam o País muito mais do que hoje, o ICF diminuiu 17,3%.

“De modo geral, ainda há muita desconfiança com relação à capacidade de recuperação econômica até o fim do ano”, diz o presidente da CNC, José Roberto Tadros, resumindo uma avaliação que aponta para a fragilidade da economia e para as dificuldades na retomada do crescimento.

“Até a imunização coletiva, não conseguiremos encerrar essa oscilação completamente”, acrescenta Tadros. O empresariado e a parcela da população mais consciente dos problemas causados pela pandemia sabem do papel essencial do avanço da vacinação na sustentação de um ritmo mais acelerado da recuperação.

Entre os componentes do ICF, a CNC destaca dois que apresentaram piora em relação aos meses anteriores. Um deles é o que avalia a renda atual. Em maio, 42,9% dos entrevistados consideraram que sua renda piorou em relação ao ano passado. Em abril, o índice tinha sido de 41,3% e em maio de 2020, de 31%.

Outro indicador que afetou o ICF de maio foi o que se refere à perspectiva de consumo. A porcentagem das famílias que acreditam que vão consumir menos nos próximos três meses passou de 56,5% em abril para 58,1% em maio. Um ano antes, estava em 50,9%.

Há mais desconfiança com relação ao mercado de trabalho e sua capacidade de gerar renda. “Essa redução levou as famílias a reavaliar suas percepções de longo prazo”, avalia a economista da CNC responsável pela pesquisa, Catarina Carneiro da Silva.

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