Recuperação gradual e com disparidades

Desempenho da economia é marcado por discrepâncias nos resultados das diferentes regiões do País

O Estado de S.Paulo

01 de maio de 2019 | 04h00

Embora se mantenha desde 2017, a recuperação da atividade tem sido lenta e arrefeceu na passagem de 2018 para 2019. O desempenho da economia é também marcado por discrepâncias nos resultados de curto prazo das diferentes regiões do País, de acordo com o Boletim Regional elaborado trimestralmente pelo Banco Central (BC), mostrando as condições da economia por regiões e por alguns Estados.

A edição do Boletim referente a abril constatou que, na comparação do trimestre encerrado em fevereiro com os três meses terminados em novembro, houve avanços no Norte e no Sudeste e recuos no Sul, Nordeste e Centro-Oeste.

O crescimento observado no Sudeste – que teve o melhor desempenho regional nessa comparação, com aumento de 1,2% no respectivo Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) – é atribuído principalmente ao bom resultado da produção industrial. É preciso ressalvar que essa evolução da indústria da região no curto prazo não necessariamente reflete a evolução da produção industrial do País – da qual o Sudeste responde pela maior parcela –, que vem se contraindo.

No Norte, a atividade econômica cresceu no trimestre encerrado em fevereiro como reflexo do desempenho favorável da economia amazonense, impulsionada pela produção industrial.

A atividade econômica se reduziu 0,1% no Nordeste, 0,2% no Centro-Oeste e 0,2% no Sul. No caso do Nordeste, o Banco Central avalia que “a atividade econômica continua a evidenciar acomodação do ritmo de crescimento” e que o desempenho dessa região é o “menos consistente” de todos, pois todos os seus resultados estão abaixo da média nacional. No Centro-Oeste a queda é explicada pelo menor volume das safras de verão de soja e milho. Já no Sul, a redução da produção foi provocada por retrações na indústria, no comércio e nos serviços.

O conjunto desses resultados é o recuo de 0,2% do IBC-Br nacional no trimestre encerrado em fevereiro; no trimestre até novembro, o índice cresceu 0,3%. O chefe do Departamento Econômico do BC, Tulio Maciel, observou que, no Nordeste, o mercado de trabalho foi mais afetado pela crise do que nas demais regiões. Como é comum nos períodos que se sucedem às crises, o aumento do emprego vem sendo puxado pela informalidade.

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