Retomada das viagens aéreas ainda decepciona

Neste ano, as companhias transportaram apenas 20% dos passageiros que haviam transportado dois anos antes

Notas & Informações, O Estado de S.Paulo

05 de agosto de 2021 | 03h00

A demanda por viagens aéreas até melhorou nos últimos meses, mas os resultados das companhias aéreas continuam decepcionantes. Medida em passageiro-quilômetro pago (RPK, na sigla em inglês), a demanda de passageiros internacionais em junho foi 80,9% menor do que em junho de 2019, ano que a Associação Internacional do Transporte Aéreo (Iata) vem tomando como base de comparação para evitar as distorções que traria o cotejo com os resultados de 2020, quando a pandemia praticamente forçou a paralisação temporária da aviação mundial.

Há um movimento na direção certa (as perdas, embora continuem elevadas, estão se reduzindo), especialmente em alguns mercados domésticos importantes, observou o diretor-geral da Iata, Willie Walsh. Mas ainda é muito pouco o que se alcançou. “A situação das viagens internacionais não está nem perto de onde precisamos estar”, diz ele.

Junho marca o início da alta temporada para os voos internacionais no Hemisfério Norte, mas, neste ano, as companhias transportaram apenas 20% dos passageiros que haviam transportado dois anos antes. “Isso não é recuperação, é uma crise contínua”, completa Walsh. Para ele, a continuação da crise tem como causa “a ausência de ação governamental”.

Há alguns indicadores mais animadores do que os referentes ao transporte internacional de passageiros. A demanda do transporte de carga, por exemplo, cresceu 8% no primeiro semestre deste ano, na comparação com 2019. Em junho, o aumento foi ainda mais expressivo: de 9,9%, na comparação com junho de 2019.

A demanda interna total, embora também apresente resultados negativos, é bem menos problemática que a internacional. A queda em junho na comparação com 2019 foi de 22,4%; em maio, fora de 23,7%.

Apesar do avanço da vacinação em muitos países, persistem restrições a viagens internacionais. Levantamento da Iata em 182 países constatou que 23 deles estavam com o mercado totalmente fechado ao tráfego internacional em junho; outros 60 impunham restrições a passageiros vindos de regiões com maior risco. Do total, 52 países exigiam medidas como quarentena de viajantes vindos de países com alto nível de contaminação pela covid-19; 67 tinham restrições a algumas regiões; e só 43 não impunham restrições.

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