São Paulo dá força à retomada econômica

Entre julho e agosto, segundo a Fundação Seade, o PIB do Estado cresceu 0,9%, porcentual

O Estado de S.Paulo

03 de novembro de 2019 | 04h00

A economia paulista não só cresceu mais do que a economia brasileira nos últimos 12 meses, como deverá continuar avançando com maior celeridade até o fim do ano, segundo a Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade). Dada a alta participação relativa do Estado de São Paulo no Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, da ordem de 33%, está em curso um processo de aumento da contribuição paulista para a recuperação do ritmo da atividade econômica no País.

Entre julho e agosto, segundo a Fundação Seade, o PIB do Estado cresceu 0,9%, porcentual que atinge 1,3% em 12 meses e 2% entre agosto de 2018 e agosto de 2019.

Ainda mais importante, as projeções de crescimento da economia paulista em 2019 acabam de ser revistas para cima. Numa projeção que contempla estimativas máximas, médias e mínimas, o PIB paulista poderá, na melhor das hipóteses, avançar 1,9% neste ano (o prognóstico anterior era de 1,7%) e, na pior das hipóteses, 1,3%. Por ora, as melhores projeções para o comportamento da economia brasileira apontam para alta do PIB de 1%. No último boletim Focus do Banco Central, as expectativas eram de um crescimento de 0,91% do PIB deste ano. Em 2018, a economia paulista cresceu 1,6% e a brasileira, 1%.

A economia paulista depende, acima de tudo, do setor de serviços, que cresceu 0,4% entre julho e agosto. O comportamento da indústria vinha sendo mais fraco – em queda de 0,8% na comparação em 12 meses –, mas houve uma recuperação entre julho e agosto, com alta de 2,1% na produção do setor secundário. O setor agropecuário registrou, no período, comportamento muito positivo, com crescimento de 2,8%.

Historicamente, São Paulo é o primeiro Estado a entrar em recuperação, o que reforça os prognósticos favoráveis à recomposição da economia brasileira. Mas nem todas as variáveis – como as incertezas da economia global e a dependência do consumo de trabalhadores sem carteira no País – favorecem uma retomada expressiva. Esta dependerá de renda e de crédito a custos módicos.

Há, além disso, forte dependência do comportamento das regiões econômicas: apenas quatro áreas (Região Metropolitana de São Paulo, Campinas, São José dos Campos e Sorocaba) respondem por mais de 80% do PIB paulista. 

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