Serviços lideram investimentos na economia paulista

No 1º trimestre deste ano, total de investimentos ficou em R$ 3,1 bilhões, valor 59% maior do que o registrado no trimestre anterior

Notas & Informações, O Estado de S.Paulo

27 de abril de 2021 | 03h00

O total de investimentos no Estado de São Paulo no primeiro trimestre deste ano alcançou R$ 5,2 bilhões, de acordo com levantamento realizado pela Fundação Seade com base nas aplicações anunciadas pelas empresas no período. Quase dois terços do total se referem a investimentos no setor de serviços, com R$ 3,1 bilhões, valor 59% maior do que o registrado no trimestre anterior.

A evolução dos dados da pesquisa da Fundação Seade por setor de atividade mostra grandes oscilações em períodos curtos, pois eles podem ser afetados, por exemplo, pelo anúncio de um grande investimento num desses setores em determinado período e ausência de aplicações nos períodos seguintes.

Mesmo assim, os números podem mostrar alguma tendência. Um dado positivo no levantamento mais recente é a recuperação dos investimentos destinados à indústria, que alcançaram R$ 871 milhões no trimestre. É o maior valor desde o início de 2020.

Pode ser um sinal de que esse setor de grande importância na formação da economia estadual começa a aumentar, ainda que lentamente, sua capacidade de produção, que ficou praticamente estagnada na pandemia.

O anúncio de um investimento, em particular, fez o setor de serviços despontar no estudo da Fundação Seade para o primeiro trimestre do ano. Foi o do Grupo Itaú Unibanco, de aplicação de R$ 1,5 bilhão no seu processo de transformação digital, com novas tecnologias, produtos e plataformas.

Também expressivos foram os investimentos de R$ 832 milhões no segmento imobiliário, para a implantação de três torres corporativas em São Paulo. Outro investimento imobiliário de destaque no período é o de R$ 500 milhões em um centro logístico em Nova Odessa.

A retomada dos investimentos no setor de serviços já era observada no terceiro trimestre de 2020, quando outros segmentos da economia ainda procuravam superar as perdas e dificuldades causadas pela pandemia. Os serviços absorveram mais de 60% dos investimentos de R$ 5,6 bilhões anunciados naquele período.

A Fundação Seade tem destacado que o Estado de São Paulo concentra o setor terciário mais moderno do País, com a forte presença de empresas dos segmentos financeiro, imobiliário e de informação e comunicação.

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