Setor de serviços mostra alguns pontos positivos

O volume de serviços prestados superou as estimativas dos agentes econômicos entre janeiro de 2018 e janeiro de 2019

O Estado de S.Paulo

22 de março de 2019 | 04h00

A queda de 0,3% no volume de serviços prestados na economia entre dezembro de 2018 e janeiro de 2019 não deve ser vista apenas por seus aspectos negativos. Medido por outros parâmetros, ficou caracterizada uma estabilização do setor terciário após três anos consecutivos de queda, como se vê na Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Entre janeiro de 2018 e janeiro de 2019 houve aumento de 2,1% do volume de serviços, superando as estimativas dos agentes econômicos.

Ao lado dos dados sobre o comportamento da indústria e do comércio varejista, os números dos serviços refletem o crescimento lento da economia no início do ano. Como os serviços dependem dos outros setores, pode-se observar que não há discrepâncias notáveis entre os três segmentos.

Os dados de dezembro foram revisados pelo IBGE, mostrando elevação de 1% em relação ao mês anterior. O porcentual de aumento divulgado anteriormente era de 0,2%. Com a mudança, em vez de queda anual de 0,1%, o volume de serviços ficou estável após perdas acumuladas de 11% em três anos. O índice de média móvel trimestral também apresentou um bom comportamento, com elevação de 0,2% em relação ao mês anterior.

Transportes e serviços de informação e comunicação puxaram para baixo os resultados de janeiro de 2019, mas os resultados foram compensados pela alta dos serviços prestados às famílias, pelo item outros serviços e pelos serviços profissionais, administrativos e complementares, que haviam caído muito na comparação anterior.

Os serviços de turismo também apresentaram bom comportamento entre dezembro e janeiro, com avanço de 3,2%.

Mas são os serviços profissionais e administrativos, cujo comportamento tem sido pouco satisfatório nos últimos anos, que mais causam preocupação. Os analistas do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi) observam que estes serviços, geralmente demandados pelas empresas, permanecem como “um obstáculo para a melhora dos serviços como um todo”. É um sintoma, segundo o Iedi, do quadro ainda “bastante adverso” das empresas do País, “trazendo perspectivas pouco favoráveis para o emprego de melhor qualidade”.

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