Sinais positivos do setor terciário de São Paulo

Se o emprego continuar em evolução e a inflação, sob controle, como indicam os primeiros levantamentos de 2020, os próximos meses parecem promissores não só para o ritmo da atividade econômica em São Paulo, mas no País

O Estado de S.Paulo

11 de fevereiro de 2020 | 04h00

Em 2019, 171,1 mil vagas foram criadas no Estado de São Paulo no setor terciário da economia, os segmentos de comércio (varejista e atacadista) e de serviços, segundo a FecomercioSP. O setor abriga uma força de trabalho de 10,2 milhões de trabalhadores – 7,6 milhões em serviços, 2,1 milhões no varejo e os demais no atacado.

No triênio 2017-2019 foram abertas 367,4 mil vagas, deixando para trás os efeitos negativos no emprego da grande recessão de 2015-2016, quando 351,3 mil postos foram destruídos no setor terciário paulista. As contratações de 2019 foram quase o dobro das verificadas na soma dos dois anos anteriores.

Os números são compatíveis com a melhora da economia do Estado, com destaque para o comércio varejista. Se o emprego continuar em evolução e a inflação, sob controle, como indicam os primeiros levantamentos de 2020, os próximos meses parecem promissores não só para o ritmo da atividade econômica em São Paulo, mas no País.

Os indicadores de emprego dos meses de dezembro são, sazonalmente, diferentes dos dos outros meses. O varejo contrata mais para atender à demanda de fim de ano dos consumidores, enquanto o atacado e os serviços cortam vagas. Não foi diferente o que ocorreu em dezembro passado, quando o mercado eliminou 55,6 mil vagas formais no setor terciário, em decorrência, sobretudo, da dispensa de profissionais de educação. Enquanto o comércio varejista abria 5,3 mil postos de trabalho, o comércio atacadista extinguia 2,2 mil vagas e os serviços cortavam 58,7 mil empregos formais.

No conjunto de vagas abertas nos serviços paulistas no ano passado, 20,3 mil se basearam em contratos de trabalho na modalidade intermitente, ou seja, não contínuos e com alternância de períodos de prestação de serviços e de inatividade. O setor de serviços foi o que mais criou emprego intermitente (11,4 mil vagas), seguido pelo varejo (8,6 mil postos). O atacado abriu apenas 302 vagas intermitentes. 

Os especialistas da FecomercioSP entendem que o balanço de 2019 foi positivo, enfatizando que “os pequenos negócios tiveram participação importante na recuperação desses postos de trabalho”. Em 2019, empresas com até quatro funcionários geraram 210,5 mil vagas formais. A expectativa para 2020 é de que as novas contratações superem a marca de 200 mil postos. A confiança dos empresários será um dos principais fatores para alavancar a criação de empregos formais.

 

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