Turismo ainda precisa vencer vários desafios

De todos os seis segmentos em que o turismo foi dividido, o de transporte aquaviário foi o único que, em maio deste ano, conseguiu superar o nível registrado antes da pandemia

Redação, O Estado de S.Paulo

01 de agosto de 2021 | 07h22

A alta de 47,5% no faturamento do turismo no Brasil em maio, na comparação com o resultado de um ano antes, nem de longe representa recuperação do setor da economia mais afetado pela pandemia. O avanço, decerto, é bem-vindo, mas ainda está muito abaixo do necessário para repor as perdas em que os diferentes segmentos do turismo incorreram durante a pandemia, sobretudo por causa das restrições à movimentação das pessoas e às aglomerações.

Como observou a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) ao divulgar os resultados nacionais de maio, “é importante ressaltar que essa comparação é feita com uma base bastante fragilizada, ou seja, com o auge da pandemia, que foram os meses de março, abril e maio do ano passado”. No mês, o faturamento do turismo alcançou R$ 9,8 bilhões. No acumulado dos cinco primeiros meses do ano, o faturamento foi 9,8% menor do que o de igual período de 2020. Isso representa redução de R$ 5,1 bilhões no faturamento do setor.

Uma comparação que permite compreender melhor a extensão da crise é com os números de 2019, um ano normal para a atividade turística. A queda do faturamento, já descontada a inflação é de 31,2%. Isso significa que atualmente o turismo nacional fatura pouco mais de dois terços do que faturava há dois anos. Isso cria um cenário “bastante desafiador” para o setor, diz a FecomercioSP. 

De todos os seis segmentos em que o turismo foi dividido, o de transporte aquaviário foi o único que, em maio deste ano, conseguiu superar o nível registrado antes da pandemia. Mas esse é o menor dos segmentos do turismo, respondendo por apenas 1% do faturamento total.

Um segmento de peso muito maior no turismo, o de transporte aéreo, é o que registra a maior perda em relação a 2019, de 50,5%. As empresas de transporte aéreo faturam apenas a metade do que faturavam antes da crise. Aos poucos, elas vão recompondo sua malha aérea; algumas projetam alcançar 90% da malha anterior até o fim do ano.

Outros setores igualmente projetam melhores resultados até o fim do ano. Iniciativas como vacinação de parcelas cada vez maiores da população, redução das restrições e gradual normalização das atividades sociais e econômicas dão otimismo ao setor.

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