Turismo continua longe dos números de 2019

Perdas foram muito pesadas e nem mesmo o crescimento expressivo deste ano tem sido suficiente para repor o turismo na situação que vivia em 2019

Notas & Informações, O Estado de S.Paulo

30 de setembro de 2021 | 03h00

O setor de turismo, um dos mais afetados pela pandemia de covid-19, vem crescendo seguidamente. É um sinal animador. Além de gerar empregos em números expressivos, o crescimento do turismo mostra a gradual retomada de confiança das pessoas para voltar a viajar, participar de congressos e encontros nacionais e internacionais ligados às suas atividades profissionais e frequentar restaurantes e centros de lazer.

O levantamento de restrições que vigoraram desde março do ano passado e a redução dos números de vítimas da covid-19 estimulam o setor. De maio a julho, o aumento agregado da atividade turística no País foi de 42,2%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Mas as perdas foram muito pesadas e nem mesmo o crescimento expressivo observado neste ano tem sido suficiente para repor o turismo na situação que vivia em 2019. O faturamento do turismo nacional em julho, embora 0,5% maior do que o de junho, foi 25,8% menor do que o resultado consolidado de julho de 2019. Este foi um ano em que as atividades econômicas e sociais seguiram seu curso normal, ao contrário de 2020, quando a economia e a vida das pessoas passaram por grandes limitações.

As receitas do setor, descontada a inflação, ficaram R$ 4 bilhões menores que as de dois anos antes, de acordo com levantamento do Conselho de Turismo da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), a partir de dados básicos do IBGE. Em relação aos resultados do ano passado, o faturamento foi maior, em R$ 4 bilhões.

A atividade turística mais afetada pela pandemia continua sendo o transporte aéreo, que registra queda de 44,8% em relação aos resultados de 2019. As famílias que puderam viajar optaram por deslocamentos mais curtos, utilizando carros ou ônibus. Assim, os segmentos de locação de autos e de transporte rodoviário de passageiros mostram resultados mais animadores. Também o grupo de serviços de alojamento e alimentação, com alta de 7,4%, contribui para a retomada do turismo.

Recuperação mais forte no fim do ano, época de férias, dependerá do índice de vacinação da população, mas o cenário econômico traz desafios, com a alta da inflação, a crise hídrica, a desaceleração da atividade e o desemprego.

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